BookaHolics From Hell 2 - the revenge: dezembro 2010

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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Fanfic by Lins - Vampire Academy pela visão do Dimitri Belikov - Capitulo 9

NOVE

A raiva de Rose não havia passado, ela lutou como nunca eu tinha visto, ela venceu de um de seus amigos o deixando no chão por um tempo depois da luta.
Alguns aplausos e assovios  seguiram depois da luta, ela não sorriu apenas pegou sua bolsa e saiu, Mason a seguiu para fora. Eu continuei no ginásio, meu próximo horário também era ali.
Eu fiquei pensando em como ela lutou na aula, havia alguma coisa que ela estava me escondendo eu só não sabia o que era.
As aulas passaram até a hora do almoço, meu estomago não estava bem para comidas hoje eu estava apreensivo com a historia de Lissa e Rose. Quando as aulas voltaram eu decidi que precisava conversar com alguém
Eu entrei na sala de Kirova ela sorriu ao me ver.
“Ola Dimitri, no que posso ajuda-lo? Eu fiquei curiosa ao saber que você estava querendo falar comigo, desde quando você entrou nós nunca tivemos nenhuma conversa por incentivo seu” seu sorriso morreu “Não me diga que Rose já esta te dando problemas”
Como ela conseguia falar tão rápido em um pouco espaço de tempo?
“Não ... não, com Rose esta tudo bem ela é realmente ótima” Kirova não parecia concordar comigo, as vezes eu tinha vontade de perguntar a alguém como era Rose antes dela fugir e as vezes eu tinha medo do que poderia descobri.
“Na verdade eu queria conversar sobre o que aconteceu essa manha”
“Dimitri estamos em uma escola, às crianças aqui presentes tem rixas umas com as outras” ela disse em um tom educado “Rose e Lissa quando saíram daqui não eram muito queridas, Rose sempre teve um temperamento e um comportamento difícil ”
“Eu acho que está mais sério que antes, olha o que aconteceu essa manha” Eu estava tentando ficar calmo, mas estava realmente difícil “Vocês já descobriram algo?”
Kirova deu os ombros “A inspetora disse que ninguém de diferente entrou”
Eu olhei para um vaso no canto da sala as plantas eram tão perfeitas que pareciam artificiais
“Olha guardião Belikov, nos vamos descobrir quem fez isso eu entendo que você esta preocupada com a princesa”
“A senhora acha que tem algo haver com que Rose disse quando voltou?”
“Han?” Ela parecia surpresa, mas não consegui entender o porque
“Quando Rose voltou, ela disse que havia levado Vasilisa para protegê-la, que nenhum de nós fizemos isso”
“Rosemarie apenas estava tentando nos convencer aquele dia, ela é uma insolente sem freios”
“Eu acho que depois do que aconteceu hoje deveríamos pensar mais a sério no caso, olha eu realmente acho que essa brincadeira  foi longe demais era um animal morto alguém teve o sangue frio de matá-lo e ainda colocar ele lá encima em um dos quartos, não podemos apenas fingir que nada aconteceu”
“As devidas providências já foram tomadas não ha mais nada que podemos fazer” ela disse com uma voz ríspida “Não a provas para nada, ninguém viu ou ouviu nada que comprometa ninguém”
“Nos deveríamos falar com Rose” eu continuei insistindo
“Eu já perdi muito tempo com os devaneios e encrencas que Rosemarie se mete e o problema aqui é a princesa e não Rosemarie.”
Houve uma leve batida na porta.
“Entre” Kivora disse depois de um suspiro
“Com licença” a secretaria entrou, ela me deu um olhar furtivo o mesmo que ela me deu quando entrei e pedi para falar com Kirova “Eu realmente não queria atrapalhar sra. Kirova, mas pelo que parece um aluno colocou fogo em outro dentro da sala de aula”
“O que?” a voz de Kirova deve ter subindo uns quintos oitavos “Como assim? Quem é este aluno? E fogo, machucou alguém?”
“O nome do aluno é Christian Ozera e não, pelo que parece não machucou ninguém apenas tumultuou a aula”
“Outro problema, mais um” Kirova disse se levantando da cadeira “Ele esta ai fora?”
A secretaria balançou a cabeça em sinal de afirmativo
“Peça para ele entrar” eu me levantei
“Kirova terminamos nossa conversa em outro momento mais oportuno” eu disse
“Não, você pode ficar sua presença é imponente de mais, talvez coloque um pouco de disciplina no garoto”
Eu ergui minhas sobrancelhas, mas permaneci em silêncio, caminhei para o canto da sala alguns minutos se passaram e Christian entrou na sala.
Seu rosto era zombeteiro e irônico ele sentou a frente de Kirova
“E então senhor Ozera,” Ela disse com um sorriso forçado que logo se fechou “qual o seu problema?”
“Que eu saiba nenhum” ele respondeu
“Ata, então você coloca fogo em alguém e acha que não tem problema algum” Kirova disse em um tom de desdém
“O fogo não era problema meu e sim dele, ele teve que agüentar”
Kirova deu um suspiro alto
“Você sabe que é proibido usar magia dentro do campos senhor Ozera e mesmo assim utilizou, isso quebra as normas desse colégio a não ser que você tenha uma boa explicação para isso ou será punido pelo seus atos”
“Usar magia no campos é proibido, mas matar um animal e colocar sobre a cama de uma garota não? Colocar um fogo que não queima em um idiota é proibido, mas a sala inteira zoar a menina que encontrou um animal morto em cima de sua cama não?”
Eu vi a raiva reluzir nos olhos de Kirova eu continuei em silêncio no meu canto, mas eu sinceramente estava adorando o jeito de bad boy de Christian
“E você acha que você é o justiceiro agora?” Christian apenas deu os ombros
“Otimo Sr. Ozera eu não aplicarei nenhum castigo, mas sinceramente espero que isso não volte a acontecer, você nunca me deu trabalho algum e espero que assim continuei”
Christian apenas acenou com a cabeça. 
“Guardião poderia acompanhar Christian”.
Saímos da sala em silêncio eu fiz apenas um gesto para a secretaria assim que viramos o corredor e perguntei
“O que houve na sala?” ele apenas ergueu a sobrancelha, eu continuei a raiva me consumindo “Olha eu realmente quero ajudar, antes de você chegar eu estava discutindo isso com Kirova, então quer parar de bancar o idiota comigo e falar o que aconteceu na porra da sala” eu sinceramente esperava que ninguém ouvisse o que eu tinha acabado de dizer a ele
Seus olhos arregalaram um pouco e depois ele colocou a máscara de novo, mas achou mais sensato me responder
“Mia que começou, ela achou legal fazer uma piada idiota no meio da aula sobre a raposa e então Ralf pegou a deixa e fez outra, só que Rose tomou a dor e começou a discutir com Ralf eu realmente achei que ela iria arrebentar a cara dele, no momento eu ate gostaria de ver, mas então me lembrei do que Lissa me disse ” Ao dizer o nome da princesa sua voz ficou mais calma “Que a regra era simples se Rose fizesse algo ela estaria fora”
Eu sabia que pelo seu tom de voz ele não havia feito por Rose e sim por Lissa ele se importava com ela.
“Quem é Mia?” eu perguntei, Ralf eu já sabia quem era,  ele era amigo de Jesse primo de Ivan eu não conhecia nenhum dos dois, mas a fama deles não era boa.
“Mia Rinaldi, uma moroi loira ela é um ano mais ou menos mais nova que Lissa, pelo que sei as três não estão se dando muito bem, vivem se encarando por ai, principalmente ela e Rose”

“Hum” pelo nome eu não me toquei, mas lembrei da igreja e do almoço onde Rose dava de dedo na cara da garota loira “E você acha que Mia mataria a raposa?”
“Eu sei lá” ele disse dando os ombros “acho que ela não teria tanto sangue frio, mas ninguém sabe não é verdade”
Nos chegamos ao prédio dos alunos.
“Obrigado Christian”
Eu o deixei la e fui para o meu quarto coloquei um moletom e sai para correr. O dia logo amanheceria, o céu ainda estava totalmente escuro, o frio cortava meu rosto e eu me lembrei de quando eu e Livi saíamos para correr enquanto Ivan dormia. Ela dizia que quando queria pensar era só correr, eu nunca entendi muito bem como ela conseguia falar e correr ao mesmo tempo, eu me lembrei do pedido de Ivan antes de morrer, encontre-a, encontre Livi. Eu voltei ao local alguns dias depois, a plantação onde ele foi morto de dia  parecia calma, mas eu ainda me lembrava de quão assustador ela foi, mas eu nunca encontrei nenhum vestígio dela, as vezes eu agradecia por voltar sem encontrar nada eu não saberia se agüentaria encontrá-la depois de tudo que passei quando encontrei Ivan . Depois de sua morte eu sempre sonhava com ele vendo sua vida escorrer em cada gota de sangue que ele perdia. Sonhava também com os dias que passamos juntos e cheguei até a sonhar com a viagem que nunca pudemos fazer juntos. Eu parei de correr colocando as mãos no joelho, minha respiração estava rápida e eu estava sem ar. Eu fiquei parado ali por alguns instantes depois desistindo eu voltei caminhando paro o meu quarto.
No caminho eu me lembrei do que Livi havia dito, Galina é um deles, eu já vinha pensando nisso a muito tempo. Eu sabia que Galina havia se tornado uma strigoi. Ela havia sido professora minha e de Livi no colégio que estudávamos na Sibéria, nós nunca soubemos como ela havia se transformado, apenas um dia sumiu, isso faz alguns anos, hoje eu sabia que ela vivia ainda na Russia em São Petersburgo.
Eu cheguei em meu quarto arrancando meu moletom e minha camiseta no meio do caminho do banheiro me desfiz da calça, eu entrei no chuveiro e deixei a água cair sobre meu corpo, com um movimento eu estralei meu pescoço, fiquei algum tempo deixando a água cair sobre mim, depois tomei um banho tirando o suor coloquei roupa e deitei na cama, em uma hora eu trocaria de turno com outro guardião para as rondas da escola eu coloquei o relógio para despertar.
Eu acabei cochilando e acordando em um lugar que eu conhecia. O campo verde agora estava branco, a neve cobria tudo os topos das arvores, a plantação havia sumido dando espaço somente a um carpete branco que se estendia a minha frente. Eu comecei a caminhar por ele não sabendo direito aonde eu iria, meus olhos varreram o lugar. Quando eu estive aqui ele era somente verde por todos os lados, a plantação era alta e não dava para ver muito ao redor, agora eu conseguia ver ao redor pinheiros se erguiam ao longo e eu via a cidade meio longe. O chão era fofo aonde eu pisava me fazendo afundar em alguns locais, de repente meu pé afundou em algo mais úmido sem nenhuma consistência eu tirei meus olhos da cidade e olhei para o chão. Uma poça de sangue estava nos meus pés com horror eu levantei os olhos apenas para olhar minha frente, o sangue se estendia a minha frente fazendo um rastro pela neve totalmente branca, quando o rastro terminava uma elevação na neve me chamou a atenção, parecia que algo havia sido coberto pela neve. Eu corri pelo rastro ate o local e empurrei a neve com as mãos, mas quanto mais eu empurrava mais ela parecia aparecer, depois de algum tempo minhas mãos pegaram em algo que não era neve e sim cabelos, eu tirei a neve mais devagar desencobrindo o rosto de Livi, seus cabelos loiros estavam com flocos brancos, sua pele estava mais branca, seus labios estavam roxos e seus olhos estavam semi abertos. Eu olhei com horror e levei uma de minha mãos ao seu rosto, uma sombra  tampou a claridade do sol eu tirei meus olhos do rosto de Livi olhando para o alto.
Galina me olhava, ela continuava alta, magra, seu cabelo caia nos ombros, ela usava um vestido vermelho sangue, seus labios formavam um sorriso malicioso quando sua voz saiu era fria e sem nenhum remorso.
“E o próximo será você” ela esticou os dedos longos para o corpo de Livi no chão “Tão linda, mas boa demais para continuar viva, eu tive que fazer isso Dimitri ou ela me mataria”
Eu não respondi, voltei os olhos ao corpo que agora estava sobre minhas pernas e então o ar me faltou, eu me desesperei,  meu coração apertou.
Não era mais Livi que estava nos meus braços, os cabelos agora eram negros, os olhos estavam totalmente abertos, me olhavam com horror, me culpavam, os labios estavam separados como se ele quisesse falar algo eu a puxei para perto de mim a agarrando em um abraço sem resposta minha voz cortou o vento.
“Não Roza, você não”.

Fanfic by Lins - Vampire Academy pela visão do Dimitri Belikov - Capitulo 8

OITO

Os dias foram  passando, a academia voltava a ser um lugar calmo, o agito da chegada de Rose e Lissa havia passado assim como minhas aulas extras com Rose foram ficando rotineiras, as perguntas dela não me importavam mais tanto. Ela estava melhorando seu condicionamento físico, a cada dia eu precisava dela em forma para depois começar a pensar em treina-la. Alberta não me disse mais nada sobre trocar o mentor de Rose, mas sempre me olhava como quem esperasse algo. Eu acho que ela esperava que eu chegasse e dissesse que não seria mais mentor de Rose, que eu preferia minha vida de antes e às vezes eu tinha vontade de fazer isso, principalmente quando eu me estressava com sua lista de perguntas. Nessa ultima semana eu consegui sair para comprar mais livros e comprei uns CDs.
Numa tarde resolvi levar uns CDs para ouvir no ginásio e carreguei meu livro novo de Louis L’Amour comigo. Eu deitei em um colchonete no chão, antes eu havia ligado o cd player em um CD do Prince com o canto dos olhos eu vi Rose entrar no ginásio, seus olhos varreram meu corpo e depois foi para o rádio, ela fez uma careta
“Whoa, Dimitri,” sua mochila foi para o chão “Eu entendo que esse é um hit do momento no Leste Europeu atualmente, mas você acha que podemos escutar alguma coisa que não tenha sido gravada antes de eu nascer?”
Eu tirei meus olhos do livro e olhei para ela, seu cabelo estava preso, ela estava com um conjunto de moletom preto e roxo, suas bochechas estavam rosada por causa do frio eu não mudei minha posição nem ao menos abaixei o livro.
“O que isso importa para você? Eu que vou continuar ouvindo isso. Você vai estar lá fora correndo.” Eu sabia que a resposta foi grossa, mas as vezes com Rose tinha que ser assim. Ela começou a se alongar, eu voltei o meu olhar para o livro não me permitindo ficar olhando ela durante o treino.
“Hey” Rose me tirou novamente da minha leitura “qual é a da corrida, afinal de contas? Quero dizer, eu entendo a importância da força e tudo mais, mas eu não deveria estar passando para algo com um pouco mais de luta? Eles ainda estão me matando na prática em grupo.”
“Talvez você devesse bater mais forte,” eu respondi sem tirar meus olhos do livro.
“Eu falo sério.” Eu também.
“Difícil dizer a diferença.” Eu abaixei meu livro, mas continuei deitado. “Meu trabalho é te preparar para defender a princesa e lutar com criaturas das trevas, certo?”
“Sim.”
“Então me diga isto: supondo que você consiga sequestrá-la de novo e levá-la para um shopping. Enquanto vocês estão lá, um Strigoi vai até vocês. O que você vai fazer?”
“Depende da loja em que estivermos.” Que? Qual a diferença que isso faz, eu continuei a encarando ela se tocou e respondeu.
“Certo. Eu o apunhalaria com uma estaca de prata.”
Depois dessa eu tive que me sentar, ela só poderia estar brincando ou achando que eu estava.
“Oh?” Eu disse meio sarcástico elevando apenas uma sobrancelha  “Você tem uma estaca de prata? Você pelo menos sabe usar uma?”
Eu já sabia a resposta, mas eu realmente queria ouvir dela, ela tirou os olhos de mim olhando para o canto do ginásio, ela fez um bico e fechou a cara, eu reprimi um sorriso, seu rosto suavizou e ela ficou alguns instantes pensativa, depois deu um meio sorriso voltando ao meu rosto ela disse com confiança .
“Tudo bem. Eu iria cortar a cabeça dele fora.”
Ela respondeu levando as mãos aos pés em movimento para alongar as pernas, a flexibilidade dela estava aumentando.
“Ignorando o fato de que você não tem uma arma para fazer isso, como você compensaria o fato de que ele poderia ser 30 centímetros mais alto do que você?”
Ela voltou o corpo de novo deixando as costas eretas seu rosto estava com uma expressão irritada.
“Certo, então eu iria botar fogo nele.”
“De novo, com o quê?” eu perguntei, na verdade eu estava adorando deixar ela irritada e ao mesmo tempo eu tentava ensiná-la que havia maneiras muito mais simples do que ela imaginava.
“Certo, eu desisto.” Ela disse “jogando as mãos para o ar “ Você já tem a resposta. Você está apenas brincando comigo. Eu estou num shopping e eu vejo um Strigoi, o que eu faço?”
Eu continuei a olhando “Você corre.”
Depois eu deixei ela se alongando e fui até o vestiário, troquei meu jeans por um moletom e sai para correr com ela eu queria ver como ela se saia já que desde quando começamos a treinar nunca a vi correr eu sempre a mandava e ficava aqui dentro.
Estava quase anoitecendo, o céu estava borrado de laranja em alguns locais e em outros era um vermelho mais intenso. A respiração de Rose ficou um pouco mais rápida depois de umas 5 voltas eu diminui minha corrida para acompanhar a dela, mas logo ela se recuperou e começou a correr rápido novamente eu reprimi um sorriso, ela era durona.
Quando estávamos quase terminando passaram alguns rapazes por nós, um deles eu reconheci seu cabelo laranja não o deixava passar despercebido, Mason seu rosto  iluminou ao vê-la
“Boa forma, Rose!”
Rose não respondeu, mas ela ficou lenta com o elogio
“Você está ficando mais lenta” eu chamei sua atenção, se ela queria realmente se tornar uma guardiã ela não poderia ficar perdendo o foco com coisas fútil “É por isso que seus tempos de corrida não estão ficando nada mais rápidos? Você se distrai facilmente?”
Ela aumentou sua velocidade, era isso, os tempos de Rose não aumentava por causa de sua distração, ela conseguia perder o foco e não percebia que seu tempo estava baixo.
Quando terminamos eu olhei seu tempo, estava dois minutos mais baixo eu resolvi que a partir dali eu correria com ela.
“Nada mal, huh?” ela disse enquanto nos alongávamos "Parece que eu poderia ir tão longe quanto a divisa do país antes que os Strigoi me peguem no shopping. Só não tenho certeza de como Lissa se sairia.”
“Se ela estivesse com você, ela estaria bem.” Eu respondi, seus olhos caíram em mim surpresos, eu me diverti com o rosto dela, mas mais do que isso eu estava orgulhoso do avanço que Rose estava fazendo ela estava realmente se esforçando e melhorando a cada dia.
E então do nada seus olhos ficaram opacos, eu dei um passo em sua direção e parei, eu sabia que ela estava na cabeça de Lissa, passaram apenas alguns segundos e os olhos dela voltaram a mim, mas não permaneceram por muito tempo já que sem dizer nenhuma palavra  ela virou e começou a correr em direção aos prédios.
Eu fiquei parado por alguns segundos e depois comecei a correr atrás dela logo a alcançado.
“Rose? O que houve?”
Sem resposta, ela não me olhava apenas corria em direção aos prédios, ela sabia onde estava indo eu olhei para frente e vi a princesa descendo as escadas em prantos, Rose deu uma freada brusca assim que chegou nela.
“O que está errado? O que aconteceu?” Rose perguntou  agarrando os braços de Lissa.
Os soluços de Lissa era apenas a resposta que Rose tinha, elas se abraçaram e eu fiquei perto das duas olhando tudo ao redor. Mas que diabos havia acontecido?

Depois de algum tempo eu tive minha resposta, estávamos no quarto de Lissa, eu pedi que chamassem Alberta e Kirova. Com elas vieram mais dois guardiões e a inspetora do prédio, o quarto estava arrumado a não ser por umas roupas jogadas na cama da direita, essa também era mais viva, o quarto do lado dela era mais cheio de cores e mais decorado o da esquerda era de uma cor opaca havia algumas fotos apenas, umas delas tinha Rose e outras uma família, provavelmente a de Vasilisa. O lado era totalmente sem vida a única coisa que dava cor a cama era uma raposa deitada sobre o travesseiro da cama, seu pescoço foi cortado, um corte apenas, a faca ou qualquer coisa que usaram para cortar estava afiada já que o corte era preciso sem nenhum ponto de falha, o sangue colava seu pêlo e escorria pela cama manchando o tecido da colcha. Meus olhos vasculharam o quarto, eu tentava achar qualquer pista, mas não havia nada, apenas a raposa não fazia parte do cenário.
Um amontoado de garotas estavam nos corredores, seus pescoços esticavam para saber o que estava acontecendo uma delas passou entre todas e entrou no quarto, ela era filha de Victor, prima de Lissa, seus olhos eram de choque e terror ao olhar para a raposa.
Lissa deu alguns passos em direção a raposa, seu movimento me tirou a atenção da recém chegada, seus olhos eram de dor, suas mãos esticaram até a raposa seu movimento era devagar, cauteloso, quando suas mãos estavam quase próximas Rose agarrou-a arrastando longe da raposa e a fazendo olhar nos olhos.
“Ela ainda estava viva quando eu voltei.” A voz de Lissa era baixa é meia chorosa “Por muito pouco. Oh deus, ela estava se contorcendo. Ela deve ter sofrido tanto.”
O rosto de Rose era de dor ela engoliu seco antes de falar
"Você–?" seus olhos estavam nos de Lissa, eu não entendia do que ela estava falando mas Lissa havia entendido
“Não...eu queria...eu comecei...”  Lissa olhou novamente a raposa enquanto falava
“Então esqueça sobre isso,” Rose disse rispidamente. “É estúpido. Uma brincadeira estúpida de alguém. Eles vão limpar tudo. Até mesmo lhe dar um quarto novo, se você quiser.”
Meus olhos iam de uma para outra tentando entender do que elas falavam
“Rose... você lembra... aquela vez...” os olhos de Lissa foram para o rosto de Rose
“Pare com isso,” Rose respondeu rispidamente “Esqueça sobre isso. Isto não é a mesma coisa.”
“E se alguém viu? E se alguém sabe?...”
O rosto de Rose era de raiva, suas unhas cravaram na pele branca do braço de Lissa
“Não. Não é o mesmo. Não tem nada a ver com aquilo. Você me ouviu?” Eu ainda me perguntava de que elas estavam falando, fazer o que? O mesmo de quando?  “Vai ficar tudo bem. Tudo vai ficar bem.”
Lissa balançou a cabeça em afirmativo
“Limpe isso,” Kirova disse cortando a conversa das duas e me retirando dos meus pensamentos. “E descubra se alguém viu algo.”
Kirova me pediu que eu levasse Rose de volta ao quarto, ela implorou para ficar, mas Kirova nem deu atenção, eu a encaminhei de volta ao quarto, fui pensando nas palavras de Rose. Assim que ela voltou a escola falou sobre o perigo que Lissa corria, como ela precisou  protege-la e agora esse acontecimento, Rose também não disse nada  quando chegamos no prédio eu dei um suspiro .
“Você sabe de alguma coisa. Alguma coisa sobre o que aconteceu. Foi isso o que você quis dizer quando falou à Diretora Kirova que Lissa estava em perigo?” a pergunta saiu meio confusa, mas ela havia entendido.
“Eu não sei de nada. É só alguma brincadeira doentia.” Ela me respondeu não me olhando nos olhos.
“Você tem idéia de quem faria isso? Ou por quê?” eu tentei novamente
Ela ficou pensativa olhando para o nada por alguns instantes
“Não,” ela respondeu. “Nenhuma idéia”
“Rose, se você sabe de algo, me conte. Nós estamos do mesmo lado. Nós dois queremos protegê-la. Isto é sério.”
A fúria que ela guardava voltou, ela simplesmente explodiu
“Yeah, isso é sério. É tudo sério. E você fica me fazendo dar voltas todos o dia enquanto eu deveria estar aprendendo a lutar e defendê-la! Se você quer ajudá-la, me ensine alguma coisa!Me ensine a lutar. Eu já sei como fugir.”
Por mais que a raiva dela a deixasse cega eu vi que na verdade ela ansiava por aquilo ela realmente queria lutar.
Eu não me assustei nem ao menos me surpreendi com a explosão dela na verdade eu esperava por isso, Rose estava levando toda a carga nas costas, a responsabilidade a atingiu, Kirova a proibiu de tudo, ela só estudava e treinava, não tinha nada de diferente, para quem a semanas atrás não tinha que dar satisfações a ninguém eu achei que ela estava ate se dando bem.
“Vamos lá, você esta atrasada para o seu treino”
Eu a encaminhei para sua aula que na verdade era a mesma que a minha.

Fanfic by Lins - Vampire Academy pela visão do Dimitri Belikov - Capitulo 7

SETE.

Eu voltei para o meu quarto devagar, sem pressa, Montana estava gelada nessa época do ano, eu olhava para o nada, estava quase amanhecendo, quando eu senti alguém perto de mim virei com rapidez, era apenas um dos zeladores, ele olhou meio apavorado, eu dei a ele um sorriso então ele relaxou.
“Achei que você iria me atacar” ele disse colocando a mão no coração
“Desculpe”
“Sem problemas, olha Alberta me pediu para avisar que vocês terão uma reunião daqui 2 horas, tudo bem?”
“Oky. Obrigado e novamente desculpe”
“Não foi nada”
Eu voltei ao quarto sentei na cama e a primeira coisa que pensei foi em Rose. Droga, me sentindo entediado eu troquei meu jeans por um moleton e sai no amanhecer frio de Montana, corri uma hora e meia quando dei por mim estava na hora da reunião, eu não voltei ao meu quarto para me trocar.
Quando cheguei Alberta estava sentada atrás de uma mesa, seu corpo estava relaxado e o rosto era calmo, ela sorriu ao me ver entrar.
“Alberta”
“Sente-se Dimitri ” ela disse fazendo um gesto com a mão, eu me sentei, a cadeira era desconfortável ela era pequena para o meu tamanho .
“Cade os outros?”eu perguntei percebendo que não havia chegado ninguém ainda.
“A reunião é só entre eu e você” ela disse de modo serio, eu assenti com a cabeça
“Você é um dos melhores guardiões que eu conheço” ela começou “Eu não quero que se sinta desconfortável em relação a Rose” do que ela estava falando.
“Me desculpe, mas não estou acompanhando seu raciocínio” ela fez que sim com a cabeça.
“Dimitri você não é de se enturmar com ninguém, e de repente Kirova praticamente te obriga a dar aulas extras a ela ” a parte de que eu realmente não era sociável era verdade, mas a parte que fui obrigado, eu não concordava. Permaneci em silêncio.
“Olha eu conversei com outros guardiões, alguns deles  estão dispostos a dar as aulas a ela em seu lugar, Kirova não poderá dizer mais nada, ela continuará em seu castigo, só o mentor dela mudará”
“Compreendo” eu disse colocando a mão no queixo
“Como foi sua aula com ela hoje?” Eu me lembrei dela, eu não havia pegado pesado com Rose ainda, queria exercita-la mais eu precisava que ela tivesse condicionamento físico.
“Ela foi ótima, ela realmente tem potencial, só está sem treinamento, ela tem força de vontade” Alberta deu um pequeno sorriso “Disso eu tenho certeza, Rose sempre foi ótima em suas aulas”.
Eu concordei com a cabeça.
“E você, como se sente?” Como eu me sinto? Eu não sabia responder logo de imediato eu me sentia como um Pedro andando sobre o mar da galileia, incerto eu não tinha certeza, agora eu me sentia calmo e conseguia raciocinar, mas quando ela estava perto eu não pensava direito. Nas horas da aula, não mais antes e depois ela me atingia com uma toneladas de perguntas e eu as respondia como se ela fosse meu confessionário pessoal, mas eu acho que não era uma boa coisa falar isso para Alberta, eu tentei sorrir
“Eu me sinto bem” Alberta levantou a sobrancelha.
“Olha Alberta, não tem problema eu realmente não me importo em ensinar Rose, ela até me diverti, eu tenho certeza que farei grandes melhoras com ela”.
Alberta deu um suspiro.
“Tudo bem, mas se você achar que não tem como, você pode recorrer a mim.”
“Tudo bem”
Depois da minha pequena conversa com Alberta voltei ao meu quarto, tomei um banho e terminei meu livro. Meu turno começaria as 4 da tarde, quando fechei o livro faltava alguns minutos, fiz uma nota mental de ir comprar mais livros, havia um sebo no centro da cidade eu gostava de ir lá olhar as estantes, eu me lembrava da estante de livros da minha mãe na Russia. Me sentei na beira da cama, olhei para o abajur na cabeceira da cama sem ver, me lembrei de casa, das minhas irmãs, da minha avó, do meu quarto, uma nostalgia invadiu meu peito, naquele momento queria voltar a Baia, não ter nada para me preocupar a não ser a próxima vinda de meu pai, não ter que proteger  ninguém, não precisar treinar ninguém, não ter conhecido Rose, não ter que me preocupar com horários. Falando nisso tirei os olhos do abajur olhei para o relógio ao lado com um suspiro, levantei pegando meu casaco e sai para fora.
Meu treinamento com Rose antes de suas aulas foi calmo, ela só reclamou muito que tudo doía, meu dia passou calmo. Nos domingos eu freqüentava a missa, era calmo e desde quando eu era pequeno esse costume reinava em minha família. As missas de domingo eram sagradas quando eu morava na Baia, eu me sentia de novo com nostalgia, eu sentia falta.
Depois de alguns dias Rose começou a freqüentar a missa, minha opinião própria era que ela só ia para ficar junto a Lissa, ela sempre parecia entediada e não parava de sussurrar.
Em um certo dia ela sentou na minha frente, estava com uma blusa branca fina por baixo de um casaco longo, assim que ela sentou começou a olhar ao redor, era típico dela olhar quem estava presente, ao olhar para um canto ela balançou a cabeça e começou a sorrir, eu segui onde seus olhos estavam. Christian Ozera estava sentando em um canto mais distante, seu rosto estava fixo na frente, mas ele parecia não ouvir nada assim como eu, voltei a prestar atenção na missa.
Ao sair eu parei perto da entrada da igreja, era normal fazer isso, todos os guardiões que freqüentavam a igreja esperavam os grupos de alunos dispersar, eu olhava atento quando uma voz chamou, mas não foi a voz que me chamou a atenção mas sim quem ela chamou.
“Rose,” Lissa a chamou “ você não vai acreditar nisso. Você conhece Abby Badica? E Xander? O guardião deles quer se demitir. E casar com outra guardiã.”
Eu já tinha ouvido essa historia, mas não sabia que os alunos tinham conhecimento. As vezes acontecia isso que Lissa estava lhe contando, era cada vez mais constante guardiões abandonarem seus moroi para casar, nós éramos muito parecidos com humanos, conseguiríamos fácil se entrosar e ter uma vida normal no meio deles.
“Sério? Eles vão, tipo, fugir juntos?”  Respondeu Rose, ela parecia realmente escandalizada.
“Eles estão comprando uma casa. Vão procurar emprego entre os humanos, eu acho.” Lissa respondeu com um aceno de cabeça.
Rose olhou para um garoto que até aquele momento eu não havia  reparado, ao perceber o olhar dele as bochechas dele se pintaram de rosa, ele estava com vergonha dela?
“Como Abby e Xander estão lidando com isso?” Rose perguntou
“Okay. Constrangidos. Eles acham que é estupidez.” Ele deu uma parada, percebendo que ela também seria uma guardiã, o rosto dele ficou mais vermelho. “Oh. Eu não queria dizer—“
“Não importa.” Rose respondeu o cortando e dando a ele um sorriso. “Isso é estupidez.”
Rose ficou pensativa, uma garota moroi loira parou bem ao meu lado tirando minha atenção,  a menina estava bufando de raiva, as suas amigas a tentavam acalmar com tapinhas nas costas,  algumas diziam “Eles só estão conversando amiga” eu segui os olhos da menina, eles iam direto a Lissa e o menino, eu voltei meus olhos na menina, agora ela sorria maliciosamente.
De repente uma quantidade de água que ficou presa na calha da igreja despencou caindo direto sobre Lissa e Rose, eu dei um passo a frente, mas logo estaquei, a maior quantidade havia caído encima de Lissa, mas a quantidade que caiu encima de Rose fez que com seu cabelo grudasse em seu rosto e seu pescoço, a loira saiu do meu lado batendo seus saltos pelo chão fazendo um som realmente irritante, ela parou ao lado do garoto colocando o braço envolta de sua cintura.
Rose virou sua atenção a Lissa.
“Você está bem?”
“Sim-mm” respondeu Lissa rangendo os dentes
Rose tirou o casaco ficando apenas com a blusa fina que colava em seu corpo a calça jeans era colada também, mas com o casaco não dava para ver.
Alguns risos abafaram a conversa das duas, mas acima dos risos uma voz ecoou.
“Queria que você não estivesse usando um casaco, Rose,” eu olhei para o garoto de falava, era ele que conversava com Jesse o incentivando a flertar com Rose “Essa blusa ficaria boa molhada.”
Quando os garotos começaram a falar da beleza ou do corpo de Rose era minha deixa, sai dali antes da discussão acabar, nem vi se ela respondeu o garoto ou não.

Fanfic by Lins - Vampire Academy pela visão do Dimitri Belikov - Capitulo 6

SEIS


“Livi?”
“Dimka” sua voz era baixa e chorosa ela não sabia se falava ou soluçava “me ajude eu, eu”
“Calma o que houve onde vocês estão?” eu sai novamente da loja e comecei a andar em meio a multidão, meus passos eram longos, mas  as pessoas me bloqueavam, eu dei alguns empurrões e escutei algumas pessoas reclamarem.
“Não era só um, eu fiquei perdida e nos já estávamos indo embora”
“Eles quem Livi?” eu não conseguia ouvir direito, o som da voz dela pelo telefone era abafado pelo som de pessoas conversando, o barulho dos carros, eu cheguei onde o carro estava estacionado e parei com mão na maçaneta assim que ela respondeu
“Strigois Dimitri, strigois”
“Onde vocês estão?” Minha voz subiu alguns oitavos, eu consegui pensar novamente jogando as sacolas no banco do passageiro eu pisei no acelerador e comecei a costurar em meio aos carros.
“No caminho da casa de Taylor, em um caminho de terra e árvores, nós estávamos já chegando a estrada, então provavelmente estamos no início da estrada perto da primeira curva”
“Onde esta Ivan?” Seu choro aumentou “eu, eu não sei eles tiraram ele de perto de mim”
“Eu estou chegando”
“Dimitri?” sua voz era baixa mas seu tom era áspero
“Hum?”
“Galina é um deles e ela...” Seu grito ecoou pelo telefone era de dor não de espanto e sim de dor muita dor, meus pés pisaram ainda mais no acelerador não havia mais o que acelerar.
Meu pensamento ficou vago por alguns instantes, parecia que eu nunca chegaria a tal estrada.
Finalmente quando cheguei não diminui a velocidade ao entrar, a poeira ficava como um rastro por onde passei, ao chegar na curva parei o carro puxando o freio de mão ele respondeu virando e parando, eu abri a porta e adaptei meus olhos a escuridão. Estava tudo calmo, comecei a caminhar e logo encontrei o Jeep de Ivan, ele estava  no meio do mato como se alguém tivesse perdido a direção. Eu olhei dentro do carro pela janela, não havia nada, comecei a correr em meio ao mato, ele estava alto e molhado fazendo meu casaco encharcar. Meu cabelo grudava em meu rosto e minha pele ardia onde o mato chicoteava, e então eu ouvi um gemido, parei bruscamente e olhei ao meu redor, eu não sabia mais o quão longe eu estava do carro, outro gemido veio com o vento, norte, comecei novamente a correr, parei quando o mato deu uma brecha de mais ou menos 3 metros. Um corpo estava lá, era de um strigoi, ele estava com uma estaca no peito, seus olhos ainda estavam abertos eu abaixei e analisei a estaca, Livi, ela havia o matado, ela poderia ter conseguido matar todos. Outro gemido me chamou a atenção, ele estava mais perto, mas era o mesmo de antes  eu não corri, apenas caminhei para onde vinha o som eu parei quando vi Ivan jogado ao chão.
Seu pescoço sangrava, o rosto estava no chão, o cabelo loiro estava lambuzado de lama, seus lábios também sangravam. O braço dele estava jogado para trás de seu corpo e com uma fratura exposta  eu conseguia ver o osso fraturado, eu me abaixei sentando ao chão e virei seu corpo colocando seu rosto em minhas pernas, seus olhos varreram meu rosto ele sorriu.
“Hey grandão, você me encontrou” sua voz era baixa não por medo, mas sim por falta de força, ao falar seus lábios se encheram mais de sangue.
“Xiii quieto, não faça tanto esforço ”eu tentava manter minha voz calma “eu vou te tirar daqui” comecei a levantar seu corpo, mas ele levantou um pouco o braço que não estava fraturado.
“Não, você tem que achar ela” sua voz era apressada em meio a isso ele falava coisas sem nenhum sentido, seus olhos foram perdendo o foco, sua cabeça foi ficando pesada e caindo para o lado, eu tentei reanimá-lo seus olhos caíram sobre mim “Ache-a Dimitri, ache-a e faça o que tenha que ser feito”.
Seus olhos perderam o foco de vez sua cabeça tombou em meu colo
“Não” minha voz ecoou
Depois de alguns instantes eu fiz algumas ligações e de repente havia vários guardiões ali. Alguns viam e olhavam o corpo, outros vasculhavam a área, o corpo de Ivan foi levado até o carro e quando alguém colocou a mão em meu ombro uma luz de carro me deixou cego por alguns instantes, quando minha visão voltou ao normal eu vi o carro do pai de Ivan estacionar.
Seus pais vieram em minha direção, o pai de Ivan me abraçou, eu esperava que ele me acusasse, que gritasse comigo que até me agredisse mas em vez disso ele me abraçou e chorou, sua mãe dava tapas em meu ombro seus olhos escorriam lágrimas.
Eu me afastei um pouco para olhar o Sr. Zeklos
“Perdoa-me, eu não consegui chegar a tempo” minha voz estava meio chorosa meus olhos queimavam, mas eu não me permitia chorar,  não aqui.
“Oh meu filho você sempre foi um bom homem um bom amigo, não se culpe” isso foi pior do que se ele chegasse e me desse um soco na cara.
Nos outros dias nós fizemos buscas na área, mas nada de encontrar Livi, seu corpo havia sumido e eu não sabia o que havia acontecido com ela.
“Ei,” Rose  me chamou de volta ao ginásio “você ajudou a fazer o plano para nos trazer de volta? Porque foi muito bom. Força brutal e tudo aquilo.”
Levantei apenas uma sobrancelha, ela estava me elogiando por conseguir trazê-las de volta?
“Você está me elogiando por isso?”
“Bem, foi bem melhor do que a tentativa anterior deles.”eu fiquei curioso
“Tentativa anterior?”
“Yeah. Em Chicago. Com um bando de cães paranormais.” Não houve tentativa anterior muito menos com cães paranormais.
“Essa foi a primeira vez que encontramos vocês. Em Portland.”
Ela parou sentada cruzando as pernas
“Hum, eu não acho que tenha imaginado. Quem mais poderia tê-los enviado? Eles só respondem aos Moroi. Talvez ninguém tenha te contado.”
“Talvez,” eu disse pensativo, não eu tinha certeza que não houvera uma primeira vez antes de mim, outra pessoa havia mandado os cães atrás delas e não era a escola, os cães são violentos e podem matar, a escola não colocaria a vida das duas em perigo por capricho, mas quem? Quem poderia ter mandado eles?
Eu terminei o treino a dispensando.

Fanfic by Lins - Vampire Academy pela visão do Dimitri Belikov - Capitulo 5

Cinco

Eu esperei Rose se trocar, logo após vê-la treinando de calça jeans eu fui na coordenação e pedi que eles dessem algo para ela, afinal eu não poderia ensiná-la nada com aquela roupa. Quando ela saiu seu cabelo estava preso em um rabo de cavalo e ela vestia roupa de ginástica, ela saiu e foi ate onde eu estava.
“Sabe eu acho que você deveria me deixar descansar” Eu tive que rir, ela só podia ta brincando comigo, Rose nem havia treinado e já queria descanso.
“Por quê isso é engraçado?” ela respondeu, levando as mãos na cintura.
“Ah” ela falava serio, fechei meu sorriso “Você falou sério.”
“É claro que eu falei! Olhe, eu estive, tecnicamente, acordada por dois dias. Por quê nós temos que começar esse treinamento agora? Me deixa ir para a cama,” ela disse choramingando. “É só uma horinha”.
Eu cruzei meus braços, hora de jogar sério novamente
“Como você se sente agora? Depois do treinamento que fez até agora?”
“Dói pra caramba.” Ela respondeu
“Você vai se sentir pior amanhã.” E ia ser bem pior.
“E daí?”
“E daí, melhor entrar de cabeça no treinamento agora enquanto você não se sente... tão mal.”
“Que tipo de lógica é essa?” A minha lógica, e amanha de manhã você vai me dar razão. Eu não perdi tempo em respondê-la em vez disso a encaminhei para uma sala de pesos que havia num canto, passei a ela uma sessão de exercícios e indiquei os melhores pesos para ela que estava recomeçando a se familiarizar com os exercícios. Eu voltei para o meu livro do Robert J. Randisi, agora eu terminava, haviam só alguns capítulos uns três mais ou menos, eu me concentrei na minha leitura e a olhava de vez em quando. Consegui ler mais um e meio até que Rose terminou, coloquei um marcador no livro e fui até ela, ao parar do seu lado eu vi como ela era baixa perto de mim, demonstrei uns alongamentos, ela iria precisar deles amanhã.
“Como você acabou se tornando guardião da Lissa?” Depois de algum tempo ela perguntou. “Você não estava aqui há alguns anos atrás. Ao menos você foi treinado nesta escola?”
Eu fiquei em silêncio por alguns instantes ponderando se eu ia ou não responder - lá eu não estava acostumado a ficar falando sobre isso com um suspiro baixo eu respondi
“Não, eu freqüentei uma escola na Sibéria.”
“Whoa. Esse deve ser o único lugar pior do que Montana.”
Eu tive vontade de sorrir ao me lembrar da Sibéria.
“Depois da formatura, eu fui guardião de um lorde da família Zeklos. Ele foi morto recentemente.” Eu parei de sorrir, me lembrando do fato. “Me mandaram aqui porque necessitavam de guardiões extras no campus. Quando a princesa apareceu, eles me designaram para ela, já que eu já estava por aqui. Não que isso seja importante até que ela deixe o campus.”
Rose ficou em silêncio por alguns instantes, os olhos dela se tornaram de compaixão.
“Esse lorde morreu durante a sua vigia?”
“Não. Ele estava com o seu outro guardião. Eu estava longe.”
Eu voltei ao natal do ano passado. Fazia algum tempo que eu não ia a Baia, nesse ano Ivan disse que iriamos, assim juntamos o útil ao agradável. A viagem estava toda programada. O lord levaria seu outro guardião também, nós éramos dois e eu me senti lisonjeado e grato pela decisão de Ivan, não queria incomodá-lo, mas sentia falta de minha família e no fundo eu acho que ele sabia.
Em uma sexta feira eu acordei e fui até seu quarto, era meu dia de folga, ele já estava acordado  colocando uma camiseta branca ao me ver entrar ele sorriu.
“Ei já foi às compras?”
“Han?”
“Você é uma visita, é normal que as visitas presenteiem a outra. É Natal tempo de presentes também” ele respondeu não dando pausa.
“Ah entendi, mas não eu não vou”
“Como assim não vai? Se você fosse meu parente te odiaria pelo resto de nossas vidas” ele disse em tom de risada.
“Mas, não sou seu parente.”eu disse, a risada dele ficou maior.
“É serio Dimitri você precisa comprar pelo menos algo para sua mãe, hoje é seu dia de folga, tem algumas lojas que ficam abertas 24 horas.”
Eu pensei melhor sobre o assunto, no fundo eu queria dar algo para minha mãe não só para ela, mas para minhas irmãs também, acho que minha expressão me entregou pois Ivan deu um sorriso.
“Então é isso, você vai as compras e eu a festa.”
“Que festa?” Eu perguntei já não querendo mais saber das compras, jamais que Ivan iria a uma festa sozinho.
“Taylor vai dar uma festa em sua casa”
“Eu vou com você”
“Nem pensar, você nunca gostou de festa, hoje é seu dia de folga e outra me dá raiva de ver como as garotas caem em cima de você, e você nem da bola”
“Eu estou em horário de serviço não posso sair por ai flertando”
“Dimitri você sabe que eu não me importo com isso.” Eu ergui minhas sobrancelhas “mas, sobre a festa de hoje” continuou ele “é uma festa de moroi, sendo assim o que mais vai ter são guardiões e outra Livi estará comigo”
Livi era a outra guardiã de Ivan, ele também havia a escolhido, eu olhei para a janela totalmente preta, mas dava para ver um pouco da noite lá fora.
“Ora Dimitri você mais do que ninguém sabe o quanto Livi é boa”
Eu sabia, uma luta nossa rendia, ela era quase imbatível, seu modo de lutar sempre foi feroz e perspicaz, se eu era um dos melhores do colégio Livi entre as mulheres era a melhor, nós éramos conhecidos como os imbatíveis, as únicas lutas que perdíamos era quando lutávamos contra nós mesmo.
“Eu sei”
“Então não haverá o que temer, eu vou com ela, se acontecer algo ela me defenderá” ele ficou zombeteiro “apesar de que eu acho que deveria ser ao contrário, mas tudo bem se ela quiser ser o machão da relação.”
Eu tive que rir, Livi e Ivan eram namorados desde a época do colégio, ele a amava, era totalmente louco por ela, já ela era sua sombra nas horas vagas e nos seus dias de folga ela estava ao seu lado . Os pais de Ivan nunca aceitaram completamente, mas também não proibiam em nada, eles apenas levavam. Vendo meu modo pensativo Ivan se aproximou batendo em meu ombro.
“Calma grandalhão você ainda vai arrumar uma briguenta para você tambem”
Eu não era tão maior que ele, mas mesmo assim ele sempre me chamou de grandalhão e depois de um tempo eu havia me acostumado.
“Eu sinceramente não sei se quero” eu respondi
“Quando você resolveu virar gay e não me avisou?” Eu dei um leve murro no seu braço fazendo cambalear para o lado. Talvez não foi tão leve assim.
A porta se abriu, Livi entrou dando um sorriso caloroso
“Desde quando fazem festa do pijama e não me convidam?”
Livi era baixa, loira, seus cabelos eram longos e parecia raios de sol, por baixo dele haviam 4 marcas Molnija duas delas nós conquistamos juntos, seus olhos verdes passavam por mim e voltava a Ivan atrás de respostas.
“Estou aqui tentando convencer o Dimitri que ele precisa de uma namorada”
“Isso é verdade, como era o nome da garota da ultima festa? Aquela do rosto marcado?” Livi perguntou seu rosto era extrovertido.
“ Tasha, Tasha Ozera”Ivan respondeu
“Isso.. isso mesmo, ela estava realmente interessada, mas vou logo avisando, ela tem que parar de te chamar de Dimka, isso é meu” Livi fez um beiço que me fez rir.
“Olha vamos parar de discutir minha vida amorosa eu realmente não estou interessado em ninguém”
“Ta. Ta seu chato, hey você vai a festa hoje também?” Livi perguntou seus olhos eram ansiosos
“Não, Dimitri vai as compras” Ivan respondeu por mim
Livi começou a dar pulinhos e balançar as mãos
“As compras? que tudo” seus olhos brilhavam
Eu olhei de forma questionadora para Ivan que deu os ombros
“O lado fútil às vezes vem à tona”
Eu deixei os dois a sós, Ivan disse que poderia usar um de seus carros já que ele tinha três, eu sempre achei um exagero, mas ele sempre disse que era útil já que se um estragasse não precisaria esperar o concerto a pé.
Eu peguei um Cr-v xl que ele tinha, era o menos chamativo e fui para as ruas movimentadas de Moscou. A família de Ivan gostava de morar em Moscou eles sempre diziam que como era muito movimentada era mais fácil de passarem despercebidos por ser a maior cidade da Russia, ela tinha opções diversas.
Moscou também era conhecida por suas variedades de compra, até mesmo quem não gostava de comprar acabava se perdendo no amontoado de loja que se aglomeravam pelas ruas. Pessoas andavam apressadas outras bloqueavam as passagens, na frente das vitrines as luzes de natal piscavam chamando a atenção de quem passava  eu olhava ao redor meio perdido.
As horas foram passando sem que eu percebesse quando dei por mim já havia passado três horas. Eu olhei para minhas mãos, as sacolas representavam os presentes de minhas irmãs e de um sobrinho, ainda tinha o de minha mãe e minha avó, eu estava entrando em uma loja de departamentos quando meu celular começou a tocar.
Me perdi entre as sacolas e bolso quando o achei e olhei o numero levei ao ouvido depressa.

Fanfic by Lins - Vampire Academy pela visão do Dimitri Belikov - Capitulo 4

QUATRO

Eu fui até o refeitório peguei algo para comer e segui para fora, ao chegar perto da saída eu vi Rose dando um empurrão em uma garota moroi eu parei e fiquei olhando, diabos ela não tinha guardado nada que eu havia falado? A garota irritada ela gesticulava com as mãos, Rose poderia ter apanhado na aula, mas com certeza se ela desse ao menos um soco na garota ela caia no chão. Eu olhei a situação por mais um instante e comecei a andar novamente para o  meu quarto, chegando lá tomei um banho, coloquei apenas uma calça e deitei para ler meu livro, mas logo adormeci.
Quando acordei olhei para o relógio que estava na cabeceira da minha cama, faltava 30 minutos para encontrar Rose, eu levantei arrumei minha cama, peguei meu livro no chão e dei a ele um olhar de tristeza, eu realmente queria ter terminado ele. Fui ao banheiro lavei meu rosto, meu cabelo que estava grudado no meu pescoço, dei uma arrumada nele prendendo para trás, voltei ao quarto colocando uma calça jeans e uma camiseta, ao sair peguei meu casaco pendurado. Eu adorava esse casaco, Ivan havia me dado no primeiro natal que passei como seu guardião, eu me lembro de suas palavras “Todo guardião deveria ter um desse cara, ele te deixa com um ar de fodão” eu olhei com tristeza para o casaco e sai para encontrar Rose.
Cheguei no ginásio e para variar estava vazio, eu virei e voltei ao pátio andando mais um pouco, eu a encontrei, ela estava com Lissa perto dos prédios, eu fui chegando mais perto e peguei o fim da conversa, Rose dizia de uma forma protetora
“Se alguma coisa, qualquer coisinha der errado, nós vamos embora. Sem discussão” Elas não notaram minha presença. Lissa fez um sinal de afirmativo. Hora de acabar com a reunião.
“Rose?” eu disse como se nada tivesse acontecido. Seus olhos estavam meio assustados, mas logo desapareceu, eu continuei
“Você está atrasada para o treino,” eu continuei calmo, olhando a princesa dei um leve aceno “Princesa”. Ela sorriu um pouco tímida
Rose me seguiu parecendo não prestar muito atenção, continuei o caminho em silencio.
Eu olhei para um grupo de garotos dhampire que andavam em uma direção e me lembrei de quando ainda estudava, como era bem mais fácil as coisas, tudo tão simples. Eu lembro o quanto era conhecido no colégio o quanto meus amigos me idolatravam por ser bom, não querendo me gabar, mas eu queria tanto me tornar um guardião que dava sempre o meu melhor me dedicando aos meus treinamentos, mesmo quando não havia aula eu fazia algo para melhorar aquilo que eu havia aprendido. Ivan me forçava as vezes a ir para festas e curtir a vida, ele dizia que ela era curta. Hoje eu sei como a dele foi realmente curta, isso me trouxe dor, revolta, mesmo sendo o melhor da turma não havia adiantado, mesmo lutando melhor que qualquer um  eu ainda tinha a morte de Ivan nos meus ombros, eu ainda me lembro do dia de seu enterro, os olhos de seu pai caiam sobre mim como espadas de dois gumes, voltando a realidade eu olhei para o lado e cadê ela?
Olhando para tras eu vi que ela havia parado e no começo achei que ela só podia estar de brincadeira , mas olhando bem eu vi que ela estava com aquele olhar perdido que vi quando a trazia de volta a escola no avião. Corri para o seu lado em menos de um segundo eu estava perto dela eu abaixei para que nossos olhos ficassem na mesma altura, o cabelo dela estava solto e caia como ondas sobre seus braços e terminavam nas curvas da cintura, os olhos delas estavam focados em lugar algum, eu olhei para os lados vendo que não havia ninguém, eu levantei uma mão e passei em frente do seu rosto, me sentindo idiota eu dei um passo para trás me permitindo olhar ela mais de perto. A pele dela era morena clara, os olhos grandes, a sobrancelha era pontiaguda no centro dando sempre a ela o ar de curiosidade, o nariz era pequeno fino e um pouco arrebitado para cima, os labios eram vermelhos o interior era um pouco maior que superior, ela era realmente linda como eu havia ouvido alguns alunos falarem na aula. Eu estava no meu terceiro período quando dois garotos moroi falavam dela, um eu conhecia pelo sobrenome, era o mesmo de Ivan, ele comentava como ela era linda, como ela estava diferente de quando saiu daqui, o outro que estava com ele o incentivou a procurá-la e “flertar” com ela , não foram bem essa palavras mais ainda o ”pegar “ não encaixava no meu dicionário mental.
Eu voltei a olhar ela, sua sobrancelha mexia de vez em quando e eu achava que ela estava de volta, mas seus olhos ainda continuavam inexpressivos, depois de uns 7 minutos seu rosto começou a empalidecer seus lábios começaram a ficar um pouco roxo.
“Rose?” eu disse meio incerto
Nada, nenhuma resposta, nem mais o levantar de sobrancelha
“Rose?” Tentei novamente mais alto
Deus eu tava começando a ficar preocupado, cheguei mais perto
“Rosemarie?”  eu a chamei mais uma vez colocando a mão em seu braço
Uma eletricidade passou por mim, minha mão formigou e eu tirei a mão dela
E tentei novamente “Rose?”
Jesus...
Agarrei-a pelos braços,  ignorando a corrente elétrica que passava por mim, comecei a sacudi-la e chamar por ela
“Rose? Rosee?”
Eu estava perto o bastante quando ela piscou e começou a voltar à consciência, ela olhou para os lado se situando
“Você esta bem?”
“Eu...yeah. Eu estava…estava com Lissa…”   sua mão foi para a testa, ela ainda estava confusa
“Eu estava em sua cabeça”.
“Sua...cabeça?” Minha voz saiu engasgada, eu já havia ouvido falar em laços mas nunca dessa forma onde uma das partes entrava na cabeça da outra, porque pelas minha teorias apenas Rose conseguia ver o que Lissa pensava e pelo jeito ela conseguia ver o que estava acontecendo com a amiga mesmo longe.
“É. Uma coisa que faz parte do laço” ela respondeu indiferente, dando fim ao assunto.
“Ela esta bem?”eu perguntei
“Esta, ela está...” Rose deu uma parada franzindo o cenho seus olhos ficaram distantes por alguma segundo ““Ela não está em perigo”.
Eu me lembrei dela, do rosto pálido e o quanto eu havia demorado em trazê-la a realidade, mas guardas estavam baixas ela tinha me assustado.
“Você pode continuar?”
Os olhos dela voltaram aos meus ela me analisou deu um sorriso leve quase impercebível
“Consigo. Estou bem.”

Fanfic by Lins - Vampire Academy pela visão do Dimitri Belikov - Capitulo 3

TRES

A reunião acabou, Kirova pediu para que eu e Alberta levássemos Rose para pegar seus horários e depois a levasse direto a aula. Nós caminhamos na sua frente sem dizer nada, minha cabeça ainda tava a mil com a viagem, com o plano de pega-las e até mesmo com o cabelo dela.  Nós chegamos a sala do Sr John, Rose entrou sozinha, eu analisei suas costa e o jeito que ela andava, um sorriso quase veio aos meus lábios.
“O que você acha?” A voz de Alberta me tirou dos meus pensamentos
“Hum?” eu não entendi sobre o que ela falava ou simplesmente não ouvi
“Sobre Rose, você acha que ela vai conseguir?”
Eu comecei a responder, mas Rose estava saindo então dei um olhar a Alberta e ela havia entendido.
Eu dei uma rápida olhada sobre o papel que Rose segurava, seu primeiro tempo era  técnicas avançadas de combates para guardiões, Alberta e eu tomamos a frente novamente a encaminhando para o ginásio, eu comecei a pensar no que Alberta havia me perguntado, eu sabia que seria difícil afinal Rose era indisciplinada e agia sem pensar, mas eu me lembrei de como ela defendeu Lissa de mim mesmo sem nenhuma força nem chance ela havia ao menos tentado, eu já sabia a resposta.
Nós chegamos a classe inteira parou, Rose deu um passo a frente olhando todos lançou um sorriso malicioso que eu sinceramente achei maravilhoso.
“Hey Mason, enxugue a baba da cara. Se você vai pensar em mim nua, faça isso num lugar apropriado.” Ela disse em tom desdenhoso.
Eu procurei o garoto com os olhos, mas só encontrei quando ele respondeu
“Esse é meu horário, Hathaway. Eu lidero a sessão de hoje.” Seu rosto estava vermelho e ele a olhava em forma de adoração, o sorriso nunca saiu de seus lábios. Era esse o efeito que ela fazia em todos os garotos.
“Oh, é?” Ela imitou uma cara de espanto “Huh. Bem, eu acho que essa é uma boa hora para você pensar em mim pelada, então.”
Então outro garoto retrucou.
“Sempre é uma boa hora pensar em você nua,” Eu revirei meus olhos e balancei a cabeça, eu desisto, fiz um sinal para Alberta e nós começamos a andar de novo. Depois de alguns segundos Alberta começou a sorrir e eu a olhei com curiosidade.
“O que foi? Perdi algo? ” Ela balançou a cabeça em sinal de negativo fazendo o cabelo bater no rosto.
“Esse sempre foi o jeito dela sabe, ela sempre foi uma ótima aluna, as vezes saia batendo em alguém, quebrando algumas regras, ela sempre criou esse impacto nos garotos, me faz lembrar de Janine”
Janine era mãe de Rose
“A é? ” eu senti uma cócega nos meus lábios uma vontade de sorrir, desde a hora que voltei da viajem essa vontade não passava, parecia que as coisas agora tinham graça.
“Aham. Eu convivi um tempo com ela, ela era tão linda quanto Rose ”
Eu dei a ela um pequeno sorriso, esse foi forçado eu queria dar um fim no assunto.
“Ah”  ela disse, seu rosto se tornando sério novamente, eu sabia que o assunto Rose havia terminado “Aqui estão seu horários, eu os remanejei depois que você foi viajar,  tirei as ultimas  4 aulas para você descansar”
“Ok. Obrigada” eu respondi pegando o papel em suas mãos
“Ok, então eu vou indo” eu acenei com a cabeça.
Olhei para o papel
1.       Vigia noturno pelo campo
2.       Teoria de guarda costa e defesa pessoa III- sala 07
3.       Treinamento de peso e condicionamento - Ginásio
4.       Controle avançado elemento fogo – sala 24
Almoço

Como ela disse não havia os 4 ultimos tempos, mas eu sabia que meu nono tempo era com Rose, eu suspirei alto olhando ao redor e comecei a andar novamente.
Eu dei uma volta pelo campus e meu pensamento era um só, o quanto seria difícil para mim dar aulas extras a Rose. Na escola eu não tinha nenhum contato direto com nenhum aluno eu era apenas um guardião e nada mais, eu não conversava com nenhum até porque eu aprendi a separar quando eu estava em horário de trabalho e quando eu não estava. Meus horários de folga eu preferia ler um livro no meu quarto ou apenas descansar e agora estava eu aqui, pronto para passar algumas horas com uma garota que mal conhecia, mas que já causava um certo desconforto. Só em pensar nela meu corpo respondia por ele mesmo, tanto respondia que eu estava perto de novo do ginásio.
Eu olhei para onde Rose estava lutando ou quer dizer apanhando, ela lutava com o garoto chamado Mason e ainda vestia calça jeans o que dificultava seus golpes. Seu cabelo estava solto e grudava no seu rosto cada vez que ela se mexia, eu fiquei ali por mais um tempo e sorria sozinho com alguns golpes e alguns socos que ela levava. Quando a aula estava quase terminando eu me virei e continuei a caminhar, um bocejo veio aos meus lábios, mas eu o reprimi. Eu estava realmente cansado, meu próximo horário era com Stan ele havia se tornando professor e eu achava que ele era convencido demais, toda vez que eu ficava de prontidão em suas aulas eu entrava em “modo de espera”.
Eu cheguei à sala e fui para o fundo ao lado de mais dois guardiões .
Eu estava me preparando para me desligar quando ela entrou, minha respiração parou,
“Concentração Dimitri”  eu voltei a respirar, ela não me viu  e eu fiz uma nota mental, Rose era meio distraída teríamos que trabalhar mais nisso.
Stan começou sua aula, ele andava pela sala quando percebeu a presença de Rose seu rosto ficou zombeteiro
“O que é isso? Ninguém me disse que teríamos uma palestrante convidada hoje. Rose Hathaway. Que privilégio! Que generosidade a sua de achar uma folga na sua agenda tão apertada e vir dividir seu conhecimento conosco.”
Seu rosto era sarcástico, mas a voz era meio venenosa. Rose não o respondeu
“Bem, venha, venha. Não sente aí! Venha para a frente para que possa me ajudar a ensinar à turma.”
Rose deu uma pequena afundada na cadeira, a voz era baixa quando ela respondeu
“Você não está realmente falando sério–“ ele a cortou, o sorriso sumindo e sua voz subindo um pouco o tom
“Eu estou falando muito sério, Hathaway. Vá para a frente da classe.”
Rose não exitou, ela levantou pisando firme, eu me preparei para quando ela virasse, virando de frente para classe ela colocou os cabelos para tras, encarou alguns rosto e sorriu para outros. Quando ela me viu seu sorriso deu uma diminuída, eu continuei sério, esse era meu trabalho, desviei os olhos dela e dei uma olhada na sala.
“Então, Hathaway,” disse Stan, caminhando perto dela “Instrua-nos de suas técnicas de proteção.” Eu voltei a olhar para ela
“Minhas... técnicas?” sua voz saiu meio engasgada, seu rosto estava pincelado de vermelho sobre as bochechas
“Claro. Porque, presumivelmente, você deve ter tido algum tipo de plano que o resto de nós não podíamos entender para que você levasse uma Moroi da realeza menor de idade para fora da Academia e a expusesse a constantes ameaças Strigoi.”
Os olhos dela reviraram de forma que alguns alunos de trás soltassem risinhos
“Nós nunca encontramos com um Strigoi,” ela respondeu séria
“Evidentemente” Stan deu um sorriso “Eu já havia concluído isso, uma vez que vocês duas ainda estão vivas”
Eu vi a raiva em seus olhos, Stan estava a tirando do sério, ela mordeu os lábios, eu acho que esse foi o modo que ela encontrou para não responder nada estúpido. Ainda não satisfeito ele continuou
“Então o que você fez? Como você se certificava para que ela continuasse segura? Vocês evitavam sair à noite?”
“Algumas vezes.” Os olhos dela ficaram pensativos depois da resposta, mas logo Stan a tirou de seus pensamentos
“Algumas vezes,” ele repetiu . “Bem, eu suponho que você tenha dormido durante o dia e ficado de guarda à noite.”
Essa resposta eu já sabia
“Err... não.” No dia anterior quando as encontrei as duas dormiam juntas
“Não? Mas isso é uma das primeiras coisas mencionadas no capítulo sobre guarda solo. Oh,espere, você não saberia disso porque você não estava aqui.”
Os lábios dela se tornaram uma linha fina, ela pensou um pouco e então disse em modo de defesa.
“Eu vigiava a área sempre que nós saíamos,” fazendo um pequeno bico quando terminou
“Oh? Isso já é algo. Você usou o Método de Fiscalização do Quadrante Carnegie ou a AnáliseRotativa?” ela não respondeu tomando isso como iniciativa Stan continuou
“Ah. Eu acho que você usou o Método-Olhar-Em-Volta-Quando-Se-Lembrava-Hathaway.”
“Não!”Ela disse irritada. “Isso não é verdade. Eu a vigiei. Ela ainda está viva, não está?”
Ele chegou perto dela, muito perto inclinando o corpo para baixo para ficar perto do seu rosto “Porque você teve sorte.”
“Strigoi não estão à espreita à cada esquina lá fora,” ela respondeu “Não é como o que nós temos aprendido. É mais seguro do que vocês fazem parecer.”
Por uma parte ela tinha razão não haviam strigois em muitos lugares, mas ela realmente não estava preparada para estar lá fora, não há strigoi em cada esquina, mas talvez possa ter em uma das que você vai passar.
“Seguro? Seguro? Nós estamos em guerra com os Strigoi!” ele gritou. Ele estava tão perto de seu rosto que apenas um pequeno passo fariam suas testas se tocarem “Um deles poderia ter ido até você e quebrado o seu lindo pescocinho antes mesmo que você o notasse – e eles nem chegam a suar fazendo isso. Você pode ter mais velocidade e força do que um Moroi ou um humano, mas você não é nada, nada, comparada a um Strigoi. Eles são mortais e são perigosos. E você sabe o que os deixam mais poderosos?”
Os olhos de Rose repousaram sobre os meus, eles estavam úmidos, brilhantes, eu continuei sem expressão, mas a vontade que eu tinha era de chegar lá em menos de um segundo empurrar Stan para longe dando um fim nisso tudo.
“Sangue Moroi,” sua voz saiu baixa, eu tenho certeza que alguns alunos não escutaram a resposta.
“O que foi isso?”Stan gritou. “Eu não ouvi.”
Ela tirou os olhos de mim, gritando “Sangue Moroi! Sangue Moroi os deixam mais fortes.” Stan deu uma pequena recuada, usando isso ele saiu andando
“Sim. É isso. Deixam os mais fortes e mais difíceis para se destruir. Eles matam e bebem de humanos ou dhampirs, mas eles querem sangue Moroi mais que todo o resto. Eles procuram por isso. Eles se viraram para o lado negro para ganhar imortalidade, e eles fazem qualquer coisa para manter essa imortalidade. Strigoi desesperados já atacaram Moroi em público. Grupos de Strigoi já invadiram Academias iguais a esta. Existem Strigoi que viveram por vários séculos e se alimentaram de gerações de Moroi. Eles são quase impossíveis de se matar. E isso é o porque do número de Moroi estar caindo. Eles não são fortes o suficiente – mesmo com guardiões – para se protegerem. Alguns Moroi nem vêem mais sentido em fugir e simplesmente se entregam aos Strigoi por vontade própria. E quanto mais desaparecem os Moroi...”
“... mais desaparecem os dhampirs,” Rose completou a frase
“Bem, parece que você aprendeu alguma coisa apesar de tudo. Agora nós temos que ver se você consegue aprender o suficiente para passar nessa matéria e se qualificar para o campo prático semestre que vem.”
Rose voltou para o seu lugar, sua cabeça ficou baixa pelo resto da aula, assim que terminou ela pegou suas coisas levantou e saiu e eu segui para minha próxima aula.
Eu fiquei as duas próximas aulas sem pensar em nada, claramente planejei minha tarde, eu queria terminar meu livro do Robert J. Randisi, tomar um bom banho e deitar um pouco, depois ir encontrar Rose, isso remexeu algo no meu estômago.
Ao chegar lá percebi que de novo Rose estava lá, era um treinamento de luta. Ela apanhou e muito, eu teria certeza que sairia com alguns aranhões e um punhado de roxos. Ela não conversou com quase ninguém.
Quando a aula terminou tomei um corredor que dava ao refeitório, ia pegar algo para comer e voltar para meu quarto quando escutei sons apressados atrás de mim, olhei pelo canto do olho e Rose estava andando mancando em minha direção.
“Suponho que tenha visto o que aconteceu na aula de Stan?” Olá para você também, pensei comigo, em vez disso respondi
“Vi”
“E você não acha que foi injusto?”

“Ele não estava certo? Você acha que estava inteiramente preparada para proteger Vasilisa?”
Ela abaixou a cabeça parecendo magoada “Eu a mantive viva,”
Querendo dispersar o assunto eu o mudei  “Como você foi lutando contra os seus colegas hoje?” sua cabeça ainda estava baixa, eu sorri lembrando do desastre das duas aulas que eu assisti, ela não respondeu, eu fiquei sério era hora de colocar ordem.
“Se você não consegue lutar com eles –“  fui interrompido
“Yeah, yeah, eu sei,” Ela respondeu parecendo uma menina de 5 anos
Eu diminui meus passos ela deveria estar com dor, eu tentei novamente
“Você é forte e rápida por natureza. Você só precisa se manter treinada. Você não praticou nenhum tipo de esporte enquanto esteve fora?”
“Claro,” Ela disse movendo os ombros. “Aqui e ali.”
“Você não se juntou a nenhuma equipe?” eu perguntei
“Muito trabalho. Se eu quisesse praticar tanto, eu teria ficado aqui.” Assim fica difícil, eu já tava perdendo minha paciência. Eu a olhei nos olhos
“Você nunca vai ser realmente capaz de proteger a princesa se você não aperfeiçoar suas habilidades. Você sempre vai ficar para trás.”
“Eu serei capaz de protegê-la,” ela respondeu pegando um pouco da minha raiva, mas eu ainda não havia terminado, se eu ia ensiná-la ela logo de início iria ter que enfrentar a verdade. Se eu seria o mentor dela era bom ela começar ou ao menos tentar andar na linha.
“Você não tem nenhuma garantia de que será designada para ela, você sabe – no seu campo prático ou depois da sua formatura. Ninguém quer quebrar com a ligação – mas também ninguém vai dar a ela um guardião inadequado. Se você quiser ficar com ela, então você vai ter que se esforçar para isso. Você tem as suas aulas. Você tem a mim. Nos use ou não. Você é a escolha ideal para proteger Vasilisa quando as duas se formarem – se você conseguir provar que é digna. Espero que consiga.” Eu disse tudo sem parar nenhum momento, sem desviar dos olhos dela, o que eu havia dito era a verdade nua e crua, a minha parte eu faria como prometido a parte dela já não pertencia a mim responder.
“Lissa, a chame de Lissa” Ela disse, pelos seus olhos eu vi que ela havia entendido o que eu disse, dando-me como satisfeito eu me virei e continuei minha caminhada.

Fanfic by Lins - Vampire Academy pela visão do Dimitri Belikov - Capitulo 2

Dois

  Eu odeio forçar alguém a fazer algo, mas naquele momento era realmente necessário, nós levamos Rose e Vasilisa forçadas até o aeroporto, e logo as encaminhamos até o avião particular da escola.
  Havia algo que estava me incomodando, algo que parecia que deveria se encaixar, mas Vasilisa e Rose não paravam de conversar, eu simplesmente levantei e caminhei até um guardião mais perto e ordenei que as separassem.
“Não as deixem falar uma com a outra” eu estava cansado, mas eu não poderia transpassar isso, mantendo minha voz firme continuei “Juntas, em cinco minutos elas arquitetam um plano de fuga”. Os olhos de Rose caíram como facas sobre mim.
   Reprimindo minha vontade de rir eu me sentei ao lado de Vasilisa, conseguia ver suas mãos tremulas, eu tentei novamente me concentrar no meu incômodo, me lembrei de Rose acordando e acalmando a princesa, ela parecia que sabia o que ela estava sentindo e depois na rua a calmaria que passou por ela depois do toque...
“Como se algo tivesse sendo sussurrado ao seu ouvido” eu me lembrei do meu pensamento, também me lembrei de ter lido algo sobre morois que tinham ligações com seus guardiões, mas fazia tanto tempo que não se falavam mais nisso.
A princesa pegou uma garrafa de água me tirando dos meus pensamentos, suas mãos ainda tremiam, seu nervosismo estava estampando em seu rosto, eu me abaixei para pegar meu casaco que com o calor de Portland eu o tirei, mas agora senti uma necessidade dele novamente. Também senti necessidade de olhar para Rose, eu continuei na minha posição abaixado, meu cabelo caia sobre meu rosto, mas entre eles eu a vi.
  Seu rosto estava sem expressão, era como se seu corpo estivesse ali, mas sua mente não, os olhos estavam abertos, mas fixos em lugar nenhum, ela não parecia estar passando mal ou algo assim ela só parecia não estar ali. De repente seus olhos piscaram como se ela acabasse de acordar, ela olhou em volta se adaptando e eu voltei a minha posição ao lado da princesa.
  Com o passar das horas minha curiosidade venceu, estávamos quase chegando a Montana quando eu caminhei para o local onde Rose estava sentada. Troquei apenas um olhar com o guardião que estava ao seu lado e ele havia entendido. Eu me sentei ao lado dela. Ela olhou pela janela cortando qualquer visão que eu poderia ter do seu rosto.
  Eu encostei minha cabeça no acento e me lembrei do momento em que as encontrei na rua, o jeito que ela defendeu Vasilisa era feroz, meio desajeitado pela perda do sangue ou ate mesmo pela falta de treinamento, mas eu tinha certeza de uma coisa, Rose tinha muito potencial.
“Você ia mesmo atacar todos nós?” minha curiosidade escapou pelos meus lábios antes que eu pudesse segura-lá. Ela não respondeu.
Eu continuei “Fazer aquilo... protegê-la como você fez... foi uma coisa muito corajosa” eu repassei rapidamente seu ataque novamente em minha mente ”Estúpida, mas corajosa, de qualquer maneira. Por que você ainda assim tentou?”
  Ela olhou para mim, com o movimento uma mecha do seu cabelo saiu do seu rosto ela era tão... tão...
“Porque eu sou a guardiã dela.” Rose respondeu rispidamente, voltando os olhos a janela. Um pensamento correu naquele momento em mim “o que ela acharia quando soubesse que eu já fui designado à princesa?” Não importa, eu me levantei e caminhei novamente ao meu acento.
  Eu dei graças a Deus quando chegamos e paramos aos portões da São Vladimir, eu me sentia bem no campus, a arquitetura dos prédios era baseada nas antigas igrejas européias com direito até a seus longos vitrais e suas torres ponte-agudas, eu sempre me familiarizei com tudo isso, o antigo me fascinava.
 O sol já estava se pondo, isso queria dizer que estava começando o dia na escola, meus passos eram certos, eu caminhava com precisão e queria terminar logo com isso. Passos curtos e rápidos vieram a mim, eu não precisava olhar para ver quem era, eu simplesmente sabia.
“Ei, camarada” eu não olhei para Rose
 “Você quer conversar agora?” a viagem havia sido cansativa e naquele momento quem não queria conversa era eu.
“Você está nos levando para a Kirova?” tão indisciplinada
“Diretora Kirova” eu respondi tentando acabar com a conversa, mas ela continuou
“Diretora. Que seja. Ela continua sendo uma velha convencida, aquela pira... ”Naquele momento eu tive uma idéia, eu virei a primeira porta calando Rose, eu realmente não estava a fim de conversar, então ela cortou a frase quando viu para onde nos estavamos encaminhando elas.
O refeitório estava lotado, era manhã no horário vampiro, todos da escola estavam ali para tomar café. Quando entramos a sala ficou silenciosa por um momento e então começaram murmúrios baixos, alguns eram de surpresa outros incrédulos, eu simplesmente bloqueei para não ouvir nenhum em específico. Cortamos o recinto em apenas segundos e logo estávamos na sala de Kirova.
Dentro da sala havia mais gente nos esperando, Alberta minha capitã estava ali e em um canto mais distanciado quase impercebível sentado estava Victor Dashkov. Com um pequeno aceno com a cabeça eu dispensei os guardiões que fora designados a me acompanhar, me virei para Kirova dei a ela um leve aceno e fui para o lado de Alberta em um canto da sala. Os olhos de Kirova caíram em Rose e Vasilisa, o nervosismo estava ali estampado para quem quisesse ver, quando ela abriu os lábios não foi o som de sua voz que eu ouvi e sim a do príncipe Victor.
“Vasilisa” sua voz parecia gentil, mas havia algo nele que eu não conseguia decifrar. A princesa reconheceu a voz mesmo antes de olhar ela se levantou rápido e correu para o lado do tio, ele levantou devagar e deu um abraço que parecia esforço demais, eu sabia que o príncipe Victor tinha uma doença o que era raro entre os moroi.
“Tio” a voz de Vasilisa era carregada de saudade, seus braços apertaram mais o tio
“Você não tem idéia de como estou feliz em vê-la a salvo, Vasilisa.” Ele olhou para Rose  “E você também, Rose.”
Eu segui seus olhos, Rose balançou a cabeça em sinal de afirmação, seus olhos estavam assustados, mas logo mudou para outra coisa, compaixão. Victor tinha voltado sua atenção a Vasilisa, mas Rose ainda continuava olhando ele com dor, remorso e mais alguns sentimentos que não consegui distinguir somente a olhando.
 Kirova fez um gesto para que Vasilisa sentasse e logo começou um discurso sobre responsabilidade e outros aspectos, a cabeça da princesa estava tombada para baixo  ela recebia tudo assim, como se ela realmente sentisse muito. Já Rose olhava para a janela de forma pensativa, ela nem parecia ouvir muito o que Kirova dizia, isso me fez quase rir, na verdade eu poderia apostar no que ela estava pensando, em uma nova fuga.
“Você, senhorita Hathaway” os olhos de Rose saíram da janela e fixaram nos de Kirova que prosseguiu “quebrou a promessa mais sagrada entre nós: a promessa que um guardião faz de proteger um Moroi. É uma imensa responsabilidade. Responsabilidade que você violou ao egoisticamente levar a princesa para longe daqui. Os Strigois teriam adorado acabar de uma vez com os Dragomir, você quase lhes deu a chance de fazer isso”
E então Vasilisa respondeu por Rose “Rose não me raptou, eu quis ir. Não a culpe por isso”
Kirova levantou e andou pela sala com um ar decepcionado. Ela já tinha certa idade, mas mantinha sua compostura, era uma Moroi alta e magra, andava sempre de cabeça erguida, ela continuou falando
“Senhorita Dragomir, pode ter sido você quem orquestrou o plano inteiro, como posso imaginar, mas, ainda assim, a responsabilidade de certificar de que você não levasse o plano a cabo era dela. Se ela tivesse feito o seu dever, teria reportado esse plano a alguém. Se ela tivesse cumprido com o seu dever, ela a teria mantido a salvo”.
 “Eu cumpri com o meu dever” O grito de Rose colocou eu e Alberta em alerta, mas ela  somente gritou, não se moveu a não ser o seu dedo indicador que apontava para Kirova “Eu a mantive a salvo, sim! Eu a mantive a salvo quando nenhum de vocês...” Ela gesticulou a cada um de nós, mas de que diabos ela estava falando? “pôde manter. Eu a levei embora e a protegi. Fiz o que tinha que fazer. Vocês certamente não iriam protegê-la”.
  Eu tentei entender do que ela estava falando. Proteger do que meu Deus? Aqui era um dos lugares mais protegidos. Nesse momento olhei para Vasilisa, seu rosto era calmo, ela olhava para Rose de uma forma peculiar, novamente eu pensei no laço, Vasilisa estava tentando acalmar Rose pelo laço.
“Senhorita Hathaway” Kirova não se mexeu com a explosão de Rose, ela continuou com expressão vazia “perdoe-me se eu não pude perceber a lógica que a levou a concluir que tirar Lissa de um espaço altamente seguro, magicamente guardado, significa protegê-la. A não ser que exista algo que você não esteja nos contando”
Eu olhei para Rose e então eu sabia, ela realmente estava escondendo algo. Mas ela continuou em silencio. Kirova tomando isso como um incentivo continuou
“Compreendo. Bom, então. Pelas minhas estimativas, o único motivo que as levou a irem embora... tirando, evidentemente, a curiosidade pelo novo que havia nisso... Foi evitar as conseqüências daquele golpe horrível e destrutivo que você lançou pouco antes de desaparecer ”
“Não, isso não é...” Rose tentou se explicar, mas Kirova a cortou
“E isso só torna minha decisão ainda mais fácil. Como uma Moroi, a princesa deve continuar aqui na Academia pela sua própria segurança, mas nós não temos nenhuma obrigação para com você. Você será mandada embora o mais rápido possível”
Meu cérebro nesse momento parou. Ela não podia mandá-la embora, eu não tinha nenhuma razão concreta nesse momento eu não conseguia pensar, meu cérebro só conseguia pensar em que Rose não poderia ir embora.
Rose pensava a mesma coisa ou talvez não pensava também
“Eu... o quê?”
Vasilisa se levantou ao seu lado, a raiva passou entre a voz fina
“A senhora não pode fazer isso! Ela é minha guardiã.”
 Nesse momento eu me desliguei, meu rosto continuou passivo eu precisava pensar. Eu me foquei em tudo, os dhampires estavam diminuindo a cada dia e mulheres eram menos ainda, algumas preferiram casar e ter filhos ou apenas se tornaram solitárias e vivem em comunidades se tornando até prostitutas de sangue e aqui estava Kirova dispensado uma que realmente tinha potencial.
  Eu me foquei na conversa, elas continuavam discutindo,
“Ou talvez você esteja tentando me mandar para ser uma meretriz de sangue. Tente isso, e nós teremos ido embora antes do fim do dia.” A voz de Rose era fria, sem nenhum remorso e no fundo eu sabia que era verdade ela fugiria novamente antes que o dia terminasse, a voz dela tinha determinação.
  “Srta. Hathaway,” ela sibilou, “você está agindo inadequadamente.” Kirova respondeu em uma tentativa de acalmá-la
“Elas tem um laço.” Minha voz soou fraca como um lamento, eu havia ficado um tempo sem falar e quando a voz saiu ela era baixa e calma, na verdade eu tentava ficar calmo, meu corpo e meu cérebro ainda respondiam pela idéia de Kirova de mandar Rose embora. Todos na sala olharam para mim, mas naquele momento eu só olhei para um par de olhos grandes e castanhos que me observavam.
“Rose sabe o que Vasilisa está sentindo. Não sabe?” Eu ainda olhava nos seus olhos, mas me lembrei de tudo do sonho, da luta e agora na sala.
“Não... isso é impossível. Isso não acontece há séculos.” Kirova respondeu cética
“É óbvio,” Rose tirou os olhos de mim e eu me voltei para Kirova “Eu suspeitei assim que comecei a observá-las.” Bem isso não era bem a verdade eu simplesmente sabia que ela tinha algo e só depois comecei a montar meu quebra cabeça .
 “Isso é uma benção,” disse Victor “Algo raro e maravilhoso.”
“Os melhores guardiões tinham essa ligação,” eu continuei aproveitando o comentário de Victor. “Nas histórias...”
“Histórias que tem séculos,”  me interrompeu Kirova, a fúria dela podia ser vista nos olhos e na voz alterada. Se ela soubesse a raiva que eu tinha em ser interrompido duvido muito que ela continuaria com a gritaria, mas como ela não tinha nenhum conhecimento ela continuou “Certamente você não está sugerindo que a deixemos ficar na Academia depois de tudo que ela fez?”
Eu encolhi, Rose não poderia ter aprontado menos?
“Ela pode ser selvagem e desrespeitosa, mas se ela tem potencial – “
“Selvagem e desrespeitosa?” legal interrompido de novo. “E quem diabos é você, afinal? Ajuda terceirizada?” Eu sinceramente estava ficando nervoso, eu não respondi , Kirova respondeu por mim.
“Guardião Belikov é o guardião da princesa agora,” Kirova disse. “O seu guardião sancionado.”
“Você contratou mão-de-obra barata estrangeira para proteger Lissa?” Eu quase ri depois dela dizer isso, ela acha o que? Que não conhecia a mãe dela? A minha raiva aumentou, era melhor esse inferno de reunião acabar logo ou eu ia ficar louco com essa garota, eu não entendia como ela conseguia ser tão boca dura, a situação dela não era boa e ela ainda tinha que piorar. Kirova levantou as mão de um modo exagerado e olhou para mim.
“Você viu? Totalmente indisciplinada! Um  laço psíquico e um potencial muito bruto não vão compensar isso. Um guardião sem disciplina é pior do que nenhum guardião.”
“Então a ensine disciplina. As aulas mal começaram. A coloque de volta e a faça treinar novamente.” Eu não sei porque eu ainda estava tentando, mas ela realmente era boa.
“Impossível. Ela ainda ficará atrás de seus colegas.” Retrucou Kirova
“Então a dê sessões de treinamento extra,” Rose resmungou alguma coisa, mas eu estava cansado de ser cortado.
“E quem vai gastar esse tempo extra?” Kirova exigiu. “Você?”
Eu parei, parabéns Dimitri você conseguiu “Bem, isso não era o que eu –“
Kirova cruzou os braços, seu rosto era de satisfação, ela quase sorria “Sim. Foi isso que pensei.”
Eu fiz uma meia careta, olhei para Rose e Vasilisa, os olhos de Vasilisa eram suplicantes e de Rose eram uma mistura de expectativa e  interrogação. Olhando para aqueles olhos castanhos iguais o outono eu tive vontade de passar mais tempo com ela.
“Sim,” eu respondi  “Eu posso orientar Rose. Vou dar a ela aulas extras complementando as suas regulares.”
“E então o quê?” perguntou Kirova  furiosamente. “Ela fica sem punição?”
“Encontre outra forma de castigá-la,” eu retruquei . “O número de Guardiões tem caído muito para arriscarmos perder mais um. Uma garota, em particular.”
 “Estou inclinado a concordar com o Guardião Belikov. Mandar Rose embora seria uma pena, um desperdício de talento.” Victor continuou
 E ele disse a palavra pena de uma forma estranha, meio peculiar, eu levantei uma sobrancelha, e voltei ao rosto de Kirova que agora olhava pela janela que mais cedo Rose estivera olhando, seus olhos voltaram lentamente ao passar por Vasilisa, ela implorou.
“Por favor, sra. Kirova. Deixe Rose ficar.”
Compulsão?  Era proibido esse tipo de magia no campus, eu olhei ao redor para ver se alguém havia notado, Rose estava apreensiva, com o laço ela provavelmente sabia o que estava acontecendo, Victor parecia com dor provavelmente não prestara atenção,  Alberta estava com o mesmo rosto que entrou eu acreditava que eu também e Kirova, pela sua resposta também não havia percebido.
 “Se a srta. Hathaway ficar, é assim que vai ser.” Ela disse depois de  um suspiro “Sua matrícula regular no St. Vladimir é estritamente probatório. Saia da linha uma vez, e você está fora. Você vai freqüentar todas as aulas e treinamentos exigidos para os novatos de sua idade. Você também irá treinar com o Guardião Belikov em cada folga que tiver – antes e depois das aulas. Fora disso, você está banida de qualquer evento social, exceto as refeições, e ficará no seu dormitório. Não cumpra com alguma dessas coisas, e você será mandada... embora.”
  Rose deu uma risada irônica e forçada
“Banida de todas as atividades sociais? Você está tentando nos manter separadas?” A voz dela era carregada pelo mesmo tom irônico da risada “Com medo de que nós fujamos novamente?”
“Estou tomando precauções. Tenho certeza de que se lembra, você nunca foi punida por destruir propriedade da escola. Você tem muito o que compensar.”Kirova respondeu, eu acho que ela duvidava muito sobre o que Rose havia dito antes. Eu não. “Está lhe sendo oferecido uma proposta muito generosa , sugiro que você não deixe sua arrogância pôr isso em risco.”
  Ela ia começar a dizer algo quando olhou para mim, eu estreitei meus olhos.” O quão inconseqüente você é Rose? Você irá por tudo a perder por um capricho? Ela ira ficar e você terá que ir “ eu pensei comigo. Ao mesmo tempo eu me lembrei dela dizendo que precisou levar  Vasilisa daqui, que ninguém a protegeu. Ela abaixou a cabeça olhando para o chão, dando um suspiro sua voz saiu baixa
“Está bem. Eu aceito.”

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Fanfic by Lins - Vampire Academy pela visão do Dimitri Belikov - Capitulo 1

UM

 Era a primeira vez que eu era mandado em uma missão de resgate, não haveria strigois para lutar, o que me deixava extremamente mais confortável. Analisei a janela mais uma vez estava tudo calmo, ate mesmo a cortina que balançava lentamente com uma pequena brisa de outono, estava meio quente em Portland e eu ansiava por Montana, calma, serena, eu queria terminar tudo, pegar as garotas e sair daqui. Sim, eu estava resgatando duas garotas que haviam fugido da escola, uma delas era a ultima de sua linhagem, uma princesa, Vasilisa Dragomir e a outra sua futura Guardiã Rosemarie Hathaway, nesse momento eu duvidava que a guarda de Vasilisa fosse repassada a ela.
  Eu tentei imaginar o que levaria duas garotas a fugir, diversão, rebeldia, na verdade eu não sabia, mas algo me fez lembrar de Ivan, nós éramos tão próximos e um descuido...
“Foco Dimitri, Foco” sussurrei a mim mesmo.
Ao terminar as palavras algo chamou minha atenção, dentro do quarto alguém  levantou e caminhou apressadamente até a outra cama, eu franzi o cenho e dei alguns passos para mais perto da janela, lá dentro cabelos negros caíram sobre o ombro, era a única característica dela que eu conseguia ver, ela sacudiu alguém na cama desesperadamente, logo braços a apertaram e um abraço que parecia confortante. Eram elas, eu havia as encontrado, um sorriso de satisfação brotou em meus lábios, mas logo sumiu, eu ainda não havia terminado.
  Elas ficaram ali conversando um pouco, um gato entrou em meu campo de visão, mas logo ele foi para a cama ao lado de uma delas, e então algo me surpreendeu, eu me lembrava bem da foto que Alberta me mostrou provavelmente ela era a dhampir.
Rosemarie, afastou seu cabelo e deixou seu pescoço a mostra, Vasilisa parecia um pouco incerta, mas logo aproximou encostando os lábios no seu pescoço, para quem não sabia, parecia que era apenas um beijo, mas eu sabia, ela estava si alimentando. Durou apenas alguns segundos. O corpo da dhampir pareceu mole e ela si deitou na cama, a princesa levantou e saiu pela porta, eu a segui com os olhos pela outra janela que estava aberta e dava visão para um corredor, outro movimento chamou minha atenção de volta para janela do quarto, Rosemarie estava debruçada sobre a janela os cabelos caiam desarrumados sobre os ombros, eu continuei olhando ela, eu sabia que ela também estava me vendo, nossa visão era melhor que a dos humanos, bem melhor.
  Quando achei que era o suficiente eu voltei para as sombras no caminho de volta ao grupo de guardiões que haviam sidos enviados para me acompanhar, Spiridon veio ficar ao meu lado.
“Você deixou ela te ver, Rose te viu” Suas palavras saíram baixas, mas parecia que ele estava um pouco exaltado.   
“Sim”
“Mas, mas elas vão tentar fugir” adivinhou Spiridon.
“Na verdade, é isso que eu preciso” chegamos ao restante do grupo, eu repassei meu plano aos meus companheiros “Rose me viu” eu disse a todos, eu não sei o porque a chamei pelo apelido deve ter sido porque Spiridon a chamou assim “O plano vai seguir dessa maneira, ao me ver, provavelmente elas tentarão fugir, para isso elas precisarão sair da casa, nós encurralamos elas aqui fora e assim não chamaremos a atenção dos humanos que moram com elas, são jovens mas não são idiotas” Eu olhei para todos e dei a ultima ordem “Fechem o circulo em volta da casa”.
Já havíamos examinado tudo antes, eu sabia que a rua de traz não havia saída só restavam mais duas, eu pedi para que um guardião ficasse na rua de cima e eu fiquei na debaixo.
  Assim que eu parei perto da sombra de um prédio, meu ponto no ouvido zumbiu, nós não usávamos eles com freqüência, mas eu achei que nesse momento seria necessário, uma voz sussurrou.
“Elas saíram da casa e estão indo para o seu lado, estamos logo atrás” assim que a voz calou-se eu tirei o ponto do meu ouvido e os enfiei dentro do bolso. E então eu ouvi passos, parecia que era só um, logo eu percebi havia outro só que era menos audível, mais alguns segundos e então eram vários, eu não estava mais sozinho, os outros guardiões estavam por perto e eles eram rápidos.
Uma voz cortou o vento
“Você ouviu isso?” Eu sabia que era uma das duas, mas não sabia identificar qual era.
“Vamos ter que correr até lá” Mal sabiam elas que eu estava no caminho.
“Mas você não pode...”
“Corre”.
Eu esperei pelos passos, suspirei fundo e então cruzei o caminho das duas, elas deram uma freada brusca enquanto a surpresa passava pelo rosto das duas, eu as examinei, elas estavam com uma chave nas mãos, deduzi que elas tentariam fugir com o carro estacionado perto de nós. A moroi era loira magra e alta, Vasilisa, já a dhampir era mais baixa, morena e mais encorpada. Ao se recuperar ela mesma tomou a frente, entrando em modo de defesa.
  Sua voz saiu como um sino, fino, mas forte o bastante para mostrar potencia.
“Deixe-a em paz, não toque nela”
Eu não mudei minha expressão, eu não tinha medo, na verdade eu só queria voltar para St Vladimir naquele momento, então levantei minhas mãos em sinal de que eu não ia fazer nada e tentei usar minha voz mais calma.
“Eu não vou...” eu dei um passo à frente, e então ela me atacou, presumi isso um pouco antes já que na hora que ela resolveu me atacar ela deu um gritinho, ela pulou encima de mim em uma tentativa de sei lá o que, eu apenas levantei meu braço e dei um empurrão pequeno, mas então ela estava indo para o chão de um jeito estranho, com a mesma velocidade que levantei o braço para bloqueá-la eu o abaixei e peguei o braço dela de novo, mantendo-a de pé.
E então naquele momento eu percebi o quão lindo era seu cabelo, ele moldava seu rosto perfeitamente, ele era escuro, liso e cacheavam nas pontas, os cachos pareciam ter sido feitos a dedo, era impossível imaginar eles em alguém que não fosse ela e até mesmo os poucos fios que colavam em seu pescoço junto ao sangue que ela havia alimentado Vasilisa não perdia a beleza.
 Ela também percebeu que eu estava olhando, porque com a outra mão ela cobriu a mordida com mais um tanto de cabelo, eu me permiti olhar um pouco mais a mecha que ela havia usado para cobrir, eu senti seus olhos queimando sobre mim, eu a olhei apenas por um segundo nos olhos até ela retirar minha mão que ainda estava em seu braço e si afastar entrando em modo de defesa novamente.
“Ah de novo não” eu pensei comigo mesmo, eu realmente não queria machucá-la.
A mão de Vasilisa agarrou a dela e sua voz saiu fraca
“Rose, não”.
O olhar de Rose, se é que eu posso me permitir chamar ela assim, no inicio continuou feroz, mas devagar foi mudando como se algo tivesse sendo sussurrado em seu ouvido, como se sua musica predileta começasse a tocar naquele momento, vendo seu corpo relaxar, sua respiração se acalmar, eu dei um passo a frente, mudando minha atenção para a princesa.
Curvei-me em uma reverencia e me apresentei.
“Meu nome é Dimitri Belikov, vim para levá-la de volta á Escola São Vladimir, princesa.”   

Fim do Capitulo 1 - By Lins