BookaHolics From Hell 2 - the revenge: 2011

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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Fanfic by Lins - Vampire Academy pela visão do Dimitri Belikov - Capitulo 15


QUINZE

Eu levantei assustado e procurei de onde vinha o som, o celular vibrava e tocava ao mesmo tempo freneticamente em cima da cabeceira
“Celular idiota” eu disse apertando o send.
“Alô?” eu disse irritando
“Te acordei? Ai desculpa criança, mas eu realmente preciso de você.”
“Pode falar Alberta estou ouvindo”
“Ham, olha o príncipe Victor veio falar comigo hoje, ele disse que estava pensando em levar Lissa para fazer compras com Nathalie mais para o fim de semana. ”
“Tudo bem eu irei com eles” eu respondi.
“Bem eu sei que essa seria sua resposta, mas ele estava pensando em levar Rose junto já que a sobrinha é tão amiga dela. Ele também acha super importante que as duas permaneçam juntas” eu fiquei em silêncio por alguns instantes me lembrando do sonho com Rose, minha pele ainda estava suada, pegajosa e a respiração ainda estava irregular como se eu tivesse corrido uns 15 minutos.
“E onde eu entro nisso?” eu perguntei.
“Você entra na parte do que você acha melhor, levá-la ou não, porém se decidir levá-la terá que enfrentar Kirova” droga de novo?
“Eu pensarei no assunto”
“Oky. Volte a dormir”
“Ta”
Mas eu não voltei, em vez disso repassei o sonho em minha cabeça e em certo momento eu me perguntei se ela seria tão perfeita quanto no sonho, não ela não seria, ela é tão perfeita que deixaria com certeza Afrodite com inveja. Eu sorri sozinho com meu pensamento e me senti como se estivesse com 15 anos me apaixonando pela professora do colégio, o problema era que agora eu era o professor e sinceramente não sabia como lidar com a situação.
Eu olhei para o relógio do celular em minhas mãos, ainda tinha um tempo, dei uma arrumada em meu quarto e analisei a idéia de tirá-la da escola para um passeio. Eu sabia o quanto Rose precisava disso, eu só não sei como irei convencer Kirova disso. Sentei na cama, com isso me obriguei a olhar para baixo, meu pijama estava com um volume no meu membro.
“Droga” eu disse indo para o banheiro e pegando uma toalha pelo caminho, um banho gelado teria que fazer algum efeito. Rose ainda me levaria à loucura.
Uma hora depois eu esperava minha Afrodite pessoal no ginásio quando ela entrou meu ânimo caiu.
 A Rose do meu sonho estava mais animada e mais feliz que essa, ela entrou com a cabeça baixa quando os olhos dela passaram pelos meus eu vi vergonha, raiva, medo, tudo junto em um só.
Eu não disse nada, comecei o treino pegando leve, ela não estava em melhor estado, no nosso último treino ela lutava com raiva e agora ela estava desanimada nem raiva nem nada tomava conta dela, era como se ela estivesse oca.
No fim do treino eu pedi que ela me ajudasse a guardar o que havíamos usado, ela não disse nada apenas começou a pegar as coisas. Ela ainda continuava cabisbaixa, eu senti falta das brincadeiras dela durante o treino, senti falta do sorriso maravilhoso que ela dava, arrastei meus olhos para ela novamente passando pelo seu corpo todo e tirei os olhos, mas algo vermelho nas mãos dela me chamou a atenção me fazendo olhá-las novamente.
“Suas mãos... сын сука” eu disse xingando “Onde estão as suas luvas?”
Ela olhou para as mãos pensativa, ela girava elas enquanto analisava e eu junto com ela via os danos que o frio havia causado em suas mãos, sangrava em alguns rachados em outros locais havia bolhas de pus e sangue. Ela deu de ombros.
“Não tenho nenhuma. Nunca precisei delas em Portland.”
сын сука” eu xinguei novamente indo pegar um kit de primeiros socorros.
Eu a conduzi a uma cadeira e limpei o sangue com um pano molhado.
“Vamos pegar alguma pra você.” Eu disse fazendo uma nota mental a mim mesmo.
Eu nunca usei luvas, mas mulheres são mais sensíveis ao frio e ao calor.
“Isso é apenas o começo,não é?” ela disse enquanto eu limpava as mãos dela.
“Do que?”
“Eu. Me transformando em Alberta. Ela... e todas as outras guardiãs. Elas são todas acabadas. Lutando e treinando sempre ao ar livre – elas não são mais bonitas.” Ela ficou pensativa “Isso... essa vida. Destruiu elas. A aparência delas, eu quero dizer.”
 Eu olhei para ela e depois voltei a olhar para suas mãos, a pele dela continuava lisa e perfeita onde não havia machucados eu analisei ela de novo, não acreditava que era possível Rose ficar feia nunca, ela jamais perderia a beleza dela nem se passarem anos.
“Não vai acontecer com você. Você é muito...” linda? Perfeita? Eu não sabia o que falar e eu simplesmente não podia falar então desistindo eu apenas repeti. “Não vai acontecer com você.”
Eu voltei a cuidar das suas mãos tirando o sangue de onde estava mais machucado, quando isso ia parar? Quando eu pararia de pensar em Rose e a tiraria do pensamento?
“Aconteceu com a minha mãe. Ela costumava ser linda. Eu acho que ela ainda é, mais ou menos. Mas não do jeito que ela costumava ser. Não a vejo faz um tempo. Ela poderia estar parecendo completamente diferente até onde eu sei.”
Eu me lembrei de Janine no enterro de Ivan elas são parecidas, alguns traços estão ali presentes em Rose.
“Você não gosta da sua mãe” eu disse.
“Você notou, é?”
“Você mal conhece ela.”
“Esse é o ponto. Ela me abandonou. Ela me deixou pra que eu fosse criada pela Academia.”
Eu dei uma olhada em suas mãos, encontrei uma pomada no kit e passei massageando as mãos dela, a pele dela mesmo machucada era macia, eu me perdi com o calor que radiava da pele dela.
“Você diz isso... mas o que mais ela poderia ter feito? Eu sei que você quer ser uma guardiã. Eu sei o quanto significa pra você. Você acha que ela sente algo diferente? Você acha que ela deveria ter desistido para criar você quando você passa metade da sua vida aqui de qualquer forma?” eu argumentei.
Ela ficou em silêncio por alguns segundos apenas abrindo e fechando a boca, no fim ela disse.
“Você está dizendo que eu sou uma hipócrita?” fazendo um bico.
“Estou apenas dizendo que talvez você não devesse ser tão dura com ela. Ela é uma dhampir muito respeitada. Ela deixou você no caminho para ser o mesmo.”
 “Não mataria ela me visitar mais,” ela disse magoada. “Mas talvez você tenha razão.Um pouco. Poderia ser pior, eu acho. Eu poderia ter sido criada por uma meretriz de sangue.”
As palavras dela fez com que eu erguesse a cabeça.
“Eu fui criado numa comunidade de dhampir. Eles não são tão ruins quanto você pensa.”
“Oh. Ela disse ficando vermelha. “Eu não queria-“
“Está tudo bem.” Eu disse olhando novamente para suas mãos, eu sabia qual era a fama de comunidade, mas me lembrando de minha mãe eu via que não tinha lugar melhor que aquele, uma nostalgia tomou conta do meu peito.
“Então, você, tipo, tem família lá? Cresceu com eles?” Rose perguntou.
  “Minha mãe e duas irmãs. Eu não as vi muito depois que eu fui para escola, mas nós ainda mantemos contato. As comunidades são de família, principalmente. Tem muito amor lá, não importa  as histórias que você pode ter ouvido.”
Eu me lembrei da minha família em Baia, me lembrei do amor com que minha mãe criou minhas irmãs sempre com sabedoria, me lembro também das falas da minha avó que quando eu era criança não faziam muito nexo, mas hoje muitas coisas se encaixavam.
“Sim, mas... não é estranho?Não tem muitos homens Moroi visitando também, você sabe?...” a voz dela estava meio carregada e eu me perguntei o porque?
“Às vezes.” Eu disse me lembrando do infeliz do meu próprio pai. Amargura tomou conta da minha voz e dos meus pensamentos, essa era parte ruim da minha infância, eu hoje não me lembro muito bem de meu pai e sinceramente não faço questão mas as lembranças que ainda tenho guardadas comigo não são boas.
“Eu – Eu sinto muito. Eu não queria trazer a tona algo ruim...” Rose disse as palavras delas foram sinceras.
 Eu fiquei preso em meus pensamentos me lembrando do último dia em que vi meu pai. Era perto da páscoa, eu havia voltado da escola para ficar em casa no feriado, fazia três dias que eu estava em casa e apenas um que ele havia voltado sei la de onde, nós éramos pai e filho, mas nunca tive esse relacionamento com ele, para mim ele era um estranho, um moroi que aproveitava de minha mãe como os outros faziam com as outras mulheres da comunidade.
Eu estava no quarto lendo um livro quando ouvi os gritos de minha mãe e choro de Vitoria, o livro voou de minhas mãos para a parede e em menos de dez segundos eu havia abrido a porta e descido as escadas. Na sala meu “pai” grudava os cabelos negros da minha mamãe a chacoalhando, ela estava de costas para ele e em seus braços Vitoria gritava olhando para mim de forma assustada, dando os braços de forma convidativa, as mãozinhas dela abria e fechava. Eu a peguei dos braços de minha mãe a colocando em um sofá e fui em direção ao infeliz, minha mãe vendo o que eu pretendia me agarrou pelo braço, mas era tarde demais, com a outra mão eu o soquei fazendo com que a cabeça dele fosse para trás, eu chacoalhei o braço onde minha mãe segurava a fazendo largar e fui novamente para cima dele. Eu bati nele até quando os ossos de meus dedos doíam, quando sai de cima dele seu rosto estava coberto por sangue, a pele já havia inchado um pouco em alguns locais,  os olhos dele eram assustados, enquanto olhava para mim eu me abaxei um pouco apontando meu dedo indicador em sua cara.
“Chega.” Eu disse virando as costas pegando Victoria nos braços e a levando para fora, ela havia parado de chorar e agora batia as mãozinhas.
Voltando ao ginásio eu olhei para Rose.
“Na verdade... você provavelmente não deve achar que é ruim,” Um pequeno sorriso se formou em meus lábios. “Você não conhece o seu pai, conhece?”
Ela sacudiu a cabeça em negativo.
“Não. Tudo o que eu sei é que ele deve ter um cabelo louco de bom.”
 “Sim. Ele deve ter.” Eu voltei para as mãos dela não me permitindo a olhar demais não depois  do meu sonho “Eu conheci o meu.”
”Verdade? A maioria dos caras Moroi não fica – eu quero dizer, alguns sim, mas você sabe, normalmente eles simplesmente –“
“Bom, ele gostava da minha mãe.”Eu disse amargamente . “E ele a visitava muito. Ele é o pai das minhas irmãs também, mas quando ele vinha...bom, ele não tratava minha mãe muito bem. Ele fazia algumas coisas bem horríveis.”
“Tipo... Coisas de meretrizes de sangue?”
“Como bater nela”
O curativo eu havia terminando, mas continuei segurando suas mãos, elas eram quentes sob as minhas, eu não sei se Rose havia percebido, mas se tivesse percebido, assim como eu não havia falado nada.
“Oh meu Deus,” ela disse apertando minhas mãos, eu apertei de volta, se até esse momento ela não havia percebido, agora era algo impercebível “Isso é horrível. E ela...ela simplesmente deixava acontecer?” 
“Ela deixava.” Eu dei um sorriso torto sem graça “Mas eu não.”
Os olhos dela brilharam “Me conta, você quebrou a cara dele?”
“Quebrei” aumentando meu sorriso.
“Wow...Você bateu no seu pai. Eu quero dizer isso é horrível...o que aconteceu. Mas, wow. Você é realmente um Deus.”
“O que?”
“Hum, nada.” Ela disse rapidamente mudando de assunto “Quantos anos você tinha?”
Eu ainda estava pensando em ela me chamar de Deus quando respondi. “Treze”
“Você quebrou a cara do seu pai quando tinha treze anos?”
“Não foi muito difícil. Eu era mais forte do que ele, quase tão alto quanto. Eu não podia deixar ele continuar fazendo aquilo. Ele tinha que aprender que ser da realeza e Moroi não significa que você pode fazer o que quiser com as pessoas – até mesmo meretrizes de sangue.”
O rosto dela se fechou.
“Eu sinto muito.”
“Está tudo bem.” As mãos dela ainda eram quentes na minha pele e o aperto ainda era forte como se nós pudéssemos fazer de nossas mãos uma só.
 “Foi por isso que você ficou tão chateado sobre o Jesse, não é? Ele era outro da realeza, tentando tirar vantagem de uma garota dhampir.”
Eu olhei para o lado evitando seus olhos.
“Eu fiquei chateado sobre aquilo por várias razões. Afinal de contas, você estava quebrando as regras e...” e o que mais? Como eu poderia explicar o nó que se fez na minha garganta, a raiva que radiava pela minha pele ao saber que ela estava com outro. Eu olhei para seus olhos e me perdi neles, como eu poderia explicar a ela que na verdade eu estava com ciúmes que Jesse poderia tocá-la, beijá-la e o máximo que eu podia fazer era segurar suas mãos?
Os olhos dela ficaram tristonhos e ela evitou meu olhar.
“Eu sei que você ouviu o que as pessoas estão dizendo, que eu –“
“Eu sei que não é verdade,” eu interrompi não deixando ela continuar.
“É, mas como você-“
“Porque eu conheço você,” eu a cortei novamente, eu não queria vê-la mais triste e não sabia o que fazer “Eu conheço o seu caráter. Eu sei que você vai ser uma guardiã incrível.”
“Eu fico feliz que alguém saiba. Todos os outros acham que eu sou uma irresponsável.”
“Com o jeito que você se preocupa mais com a Lissa do que consigo... Não. Você entende suas responsabilidades melhor que qualquer guardião duas vezes mais velho que você. Você vai fazer o que tiver que fazer pra ter sucesso.” Ela ficou pensativa então seu rosto clareou.
“Eu não sei se eu posso fazer tudo que eu preciso.”
Eu ergui apenas uma sobrancelha.
 “Eu não quero cortar meu cabelo”
Eu travei, cortar o cabelo? Não ela não podia cortar o cabelo.
“Você não tem que cortar o seu cabelo. Não é requerido.”
“Todas as outras guardiãs cortaram. Elas mostram suas tatuagens.”
Eu tentei imaginar ela de cabelos curtos, não sei o porque mas não veio nada em minha cabeca, só então eu percebi que havia soltado de sua mão e levado a uma mexa do seu cabelo, ele era fino assim como no sonho não, não era a sessão era mil vezes melhor, era como tocar em fios desemcapados, só o toque no cabelo dela me mandava correntes elétricas.
Eu sai do meu estado de extase me sentido embaraçado, soltei do seu cabelo me chingando mentalmente.
“Não corte”
Ela ficou em silêncio por alguns instantes e parecia tão embaraçada quanto eu, os olhos dela estavam arregalados e ela parecia não respirar.
“Mas ninguém vai ver minhas tatuagens se eu não cortar.”
Eu me levantei indo para porta, eu não sabia o qe eu poderia fazer se continuasse com ela.
 “Use-o preso.” Eu disse sorrindo, ela ficou ali sentada parecendo ainda perplexa.

Fanfic by Lins - Vampire Academy pela visão do Dimitri Belikov - Capitulo 14


QUATORZE

Eu me admirei em ver Lissa vindo em minha direção, o rosto dela ilegível, ao chegar perto eu vi que a respiração dela estava acelerada.
“Princesa” eu disse dando a ela um aceno.
“Pode me chamar de Lissa” ela disse dando um sorriso “Eu preciso de você, eu sei que o que estou prestes a pedir pode te colocar em apuros, mas eu realmente preciso vê-la” eu levantei minhas sobrancelhas demonstrando a ela que eu não havia entendido.
“Rose, Dimitri eu preciso vê-la.”
“Não será possível princesa” eu disse ignorando o pedido dela de chama-la de Lissa “Está quase amanhecendo e você deveria estar em seu quarto agora”
“Eu sei” ela disse “Mas olha, Rose está sofrendo, ela precisa de mim, por favor Dimitri o dia de hoje não foi nada fácil para ela e é tudo culpa minha.”
Eu analisei seu rosto, ela queria realmente ajudar, ela sofria em não saber como Rose esta.
“Tudo bem” eu disse depois de um suspiro “Eu te levo lá, mas você não poderá demorar tudo bem?”
“Aham” ela disse balançando a cabeça meio histérica. “Obrigada. ”
“Só um minuto.”
Eu entrei no meu quarto e peguei a chaves. Fui ao encontro de Lissa e a levei até o dormitório dos aprendizes passando por detrás do prédio.
“Olha eu não posso levá-la pela porta da frente então eu vou abrir essa aqui. Ela tem uma escadaria, você espera aqui e vou no quarto dela chamar ela.”
Ela acenou, eu subi a escada e destranquei a porta que dava ao corredor e fui até o quarto de Rose batendo na porta, ela abriu.
A hora que ela me viu ela olhou para o chão, mas eu consegui pegar um relance de seus olhos, eles estavam encharcados, o rosto estava todo vermelho, o cabelo grudava num canto do rosto onde provavelmente lágrimas escorreram, eu não conseguia vê-la sofrendo sem poder fazer nada então desviei meus olhos do rosto dela.
“Você está bem?” eu perguntei.
“Não importa se eu estou, lembra?” Eu olhei pra ele. “Lissa está bem?Isso vai ser difícil pra ela.”
Eu não acreditava que nesse momento ela estava pensando em Lissa e não na reputação dela quase arruinada, ela era realmente perfeita.
Eu fiz um sinal com a cabeca pedindo que ela me acompanhasse, eu a levei até a porta e disse “5 minutos.”
Ela ficou ali me olhando e depois olhou para escada não entendendo muito bem, mas no fim ela desceu.
Eu fechei a porta, mas fiquei ao lado de dentro no topo da escada.
Alguns minutos de silêncio se passaram até que Lissa disse.
“Eu sinto muito,”
“Não é sua culpa. Vai passar.”
“É minha culpa,” Lissa disse. “Ela fez isso pra se vingar de mim.”
“Ela?” eu fiz a mesma pergunta mentalmente.
“Mia. Jesse e Ralf não são espertos o suficiente pra pensar em algo assim sozinhos. Você mesmo disse: Jesse estava com muito medo de Dimitri pra falar muito sobre o que tinha acontecido. E porque esperar até agora? Aconteceu faz um tempo já. Se ele quisesse espalhar por aí, ele teria feito quando aconteceu. Mia está fazendo isso como uma retaliação por você
ter falado sobre os parentes dela. Eu não sei como ela conseguiu, mas foi ela que arranjou pra que eles falassem aquelas coisas.”
 “Nada pode ser feito agora,” Rose disse desanimada.
“Rose – “
“Esqueça, Lissa. Está feito, ok?”
Elas ficaram em silêncio.
 “Eu não vejo você chorar já faz um longo tempo.”
“Eu não estava chorando.” Rose mentiu.
“Ela não pode fazer isso com você.”
Rose riu, o som era amargo, cheio de dor, meu peito doeu.
“Ela já fez. Ela disse que ia se vingar de mim, que eu não seria capaz de proteger você. Ela o fez. Quando eu voltar pras aulas.”
Rose cortou a frase pela metade, eu não precisava estar la e não conhece-la melhor para saber o que ela estava pensando. Como encararia todo mundo novamente, como andaria enquanto todos falam dela.
 “Você não deveria ter que ficar me protegendo,” Lissa disse quando Rose ficou em silêncio.
 “Esse é o meu trabalho. Eu vou ser sua guardiã.”
“Eu sei, mas eu quis dizer desse jeito. Você não deveria sofrer por minha causa. Você não deveria ter que sempre cuidar de mim. E ainda assim você sempre cuida. Você me tirou daqui. Você cuidou de tudo quando estavamos por conta própria. Mesmo depois que nós voltamos...você sempre foi aquela que faz todo o serviço. Toda vez que eu perco controle – como ontem
a noite – você está sempre lá. Eu, eu sou fraca. Eu não sou como você.”
“Isso não importa. É o que eu faço. Eu não ligo.”
“É mas veja o que aconteceu. Sou eu quem ela tem algo contra – em pensar que eu ainda não sei porque. Tanto faz. Eu vou parar isso. Eu vou proteger você de agora em diante.”
 “Lissa, você não pode me proteger.”
“Eu posso,”Lissa disse ferozmente. “ Tem uma coisa que a Mia quer mais que você e eu. Ela quer ser aceita. Ela quer sair com todos da realeza e sentir que ela é uma delas. Eu posso tirar isso dela. Eu posso fazer com que eles se virem contra ela.”
“Como?”
“Contando pra eles.”
 “Liss – não...”
Rose abaixou o tom de voz, eu não podia mais ouvir, contando o que eu ainda perguntava quando se passaram alguns minutos e Rose passou por mim.
Eu desci as escada e fui em direção a Lissa, ela me esperava, eu disse a ela que a levaria até o dormitório. Nós ficamos em silêncio enquanto caminhávamos, eu me lembrei de Rose com os olhos com lágrimas e a raiva rugiu dentro de mim.
“Faz tanto tempo que não a vejo chorar” Lissa disse me tirando dos meus pensamentos, assim como eu ela estava pensando e eu vi que ela havia apenas pensado alto, mesmo assim continuei.
“Você acha realmente que foi Mia?” Ela me olhou.
“Você ouviu”
“Desculpa” eu disse “Eu tive que ficar no topo da escada pelo lado de dentro, se eu ficasse fora e alguém me visse eu não teria uma explicação.”
“Tudo bem, eu confio em você” eu olhei nos olhos dela e vi sinceridade, ela estava sendo sincera.
“Obrigado”
“Entao” ela continuou “Eu acho que foi Mia, como eu disse a Rose, Ralf e Jesse não são inteligentes e Jesse estava com medo de você, eu só não sei o porque eles fizeram isso”
“Porque ela faria isso?” eu perguntei, eu nunca entendi direito briguinhas de meninas.
“Eu não sei” Ela disse depois de um momento, nós estávamos quase chegando ao dormitório então diminuímos nossos passos “Eu era ex do namorado dela, talvez seja por isso e como Rose sempre toma partido das brigas ela resolveu ataca-la.”
“Mas será que ela estava inventando mesmo, olha não que eu realmente acredite que Rose ficou com os dois, mas quando eu a encontrei com Jesse ela não estava como posso dizer...”
“Com camiseta?” ela terminou a frase “Eu entendo, mas eu a conheço Dimitri mais do que ninguém, eu sei que ela não fez nada disso muito menos o deixar beber sangue dela.”
Eu fiquei em silêncio por alguns instantes.
“Ela me alimentava quando estávamos fora” eu sabia, mas olhei para Lissa enquanto ela falava “Ela não fazia isso por prazer, mas sim por mim, ela tinha medo de eu ter que sair atrás de sangue, então era ela que me alimentava, ela cuidou de mim e eu me sinto tão impotente quando eu a vejo sofrer desse jeito” ela terminou a frase com ferocidade na voz.
Nós chegamos ao dormitório e eu olhei para ela.
“Desculpa-me por te importunar guardião ”
“Sem problema princesa, eu também me preocupo com ela. Boa noite”
“Boa noite.”
Eu fui pensando no que Lissa havia me falado, no começo não entendi muito bem porque ela estava contando para mim, mas agora eu entendi, ela precisava desabafar. Eu fui para o meu quarto tomei um banho demorado e me espreguicei na cama me esticando.
E adormeci.
Quando abri os olhos eu estava deitado em um quarto. Eu sabia que estava na academia, mas nunca tinha visto aquele cômodo antes. O quarto era rico, a cama era grande, eu mexi minha cabeça para olhar para o lado e algo roçou meu queixo me obrigando a olhar para baixo. Cabelos negros cobriam meu peito nu, eu sabia que era ela, Rose, levantei a mão e comecei a acariciar eles, era tão fino, tão perfeito que parecia seda em minha mão, um movimento me fez parar.
Rose me olhou encostando seu queixo em meu peito.
“Oi” ela disse dando um sorriso radiante. Levando uma de suas mãos no meu rosto, eu deixei a mão dela acariciar meu cabelo, meu pescoço. Quando as mãos dela voltaram para o rosto eu fechei meus olhos descansando sobre a pele da mão dela.
“Quanto tempo eu esperei por isso” eu disse entre um sussurro, ela se mexeu sobre mim, a pele dela era quente. Rose usava uma camisola fina, de seda, que roçava em mim. Isso não podia estar acontecendo de verdade, em algum lugar da minha cabeça eu sabia que era um sonho. Eu abri os olhos, ela estava mais perto do que antes, nossos lábios quase se tocando.
“Como eu queria que isso fosse verdade” eu disse olhando nos lábios dela.
 “Então porque você não aproveita?” ela levou os lábios dela nos meus ...
O beijo era doce, calmo, eu desci minhas mãos pelas suas costas sentindo o tecido fino de sua camisola. Rose se agarrou mais a mim e senti através da camisola seus seios roçando no meu peito nu. A pele dela quente sob minhas mãos fez com que eu aumentasse a intensidade de nosso beijo. Meu beijo se tornou ardente, faminto como se eu pudesse devorá-la, eu desci mais as mãos passeando por todo o seu corpo, pelos seios rijos, a barriga lisinha até chegar em suas coxas grossas, torneadas, ergui sua camisola até a cintura, ela tirou os lábios dos meus descendo para meu pescoço, o beijando forte. Eu desci as mãos pela sua barriga e depois acompanhei seus quadris passando as mãos novamente por suas coxas, a pele dela era tão lisa que parecia que o corpo dela era todo de seda. Eu coloquei minhas mãos devagar entre suas coxas e Rose soltou um gemido no meu ouvido me deixando louco com sua voz.
Dessa vez foi Rose quem aumentou a intensidade do beijo, era  ardente e faminto como se só com ele ela pudesse me devorar e provavelmente poderia mesmo.
Puxei Rose para mais perto de mim como se assim pudéssemos ser um só, em um movimento rápido mudei nossas posições. Olhar ela deitada na cama, com os cabelos espalhados, me olhando com desejo fez meu corpo tremer. Desci até ela, encostando meu corpo ao seu e a beijei, desci os beijos pelo seu rosto, pescoço, até chegar ao seu ombro, ao mesmo tempo em que beijava seu ombro e descia para seu colo abaixava as alças da fina camisola de seda até sua cintura, descrevi um caminho de beijos até seus seios, e intercalava beijos e mordidinhas leves até seus seios ficarem intumescidos, Rose gemia, o que me deixava cada vez mais louco. Continuei a beijando até sua cintura enquanto minhas mãos a acariciavam hora na coxa, hora nos seios. Terminei de tirar sua camisola que escorregou pelo seu corpo como se fosse feita de água.  Quando fui tirar sua calcinha Rose tomou o controle e se deitou em cima de mim novamente me beijando, dessa vez foi ela quem desceu me beijando. Rose me beijava com paixão, descendo pelo meu corpo ao mesmo tempo em que começava a desabotoar a minha calça, ela se ajoelhou na cama e retirou a minha calça me deixando apenas com a boxer branca que nesse momento não escondia mais a minha excitação. Rose me deu um olhar safado mordendo os lábios e voltou a beijar meu peito, descendo até chegar a boxer e passando a mão levemente por minha excitação me levando a loucura. Ela então se ajoelhou e começou a tirar minha boxer, olhar a Rose assim, apenas de calcinha era a visão do paraíso. Assim que ela retirou minha boxer eu me sentei e a deitei na cama novamente e comecei a tirar sua calcinha, a única coisa que ainda me impedia de senti-la por inteiro, nesse momento o calor da expectativa e do desejo começou a se espalhar por mim.
Rose abriu as pernas e eu me ajeitei nela, primeiro fui beijando-a de cima a baixo e quando cheguei em seu clitóris escutei Rose gemer e sussurrar meu nome e imediatamente ela ficou tensa...
 Respirava fundo enquanto eu lambia, beijava e mordia devagarzinho. Com a mão em minha cabeça ela apertava meu rosto sobre seu membro até que a ouvi dizer “Venha até aqui meu Dimitri, quero você agora em mim”.
Subi novamente a beijando e enquanto isso estimulava seu clitóris, Rose gemia em meus lábios e se mexia de forma sensual, provocante. Ela então levantou um pouco o quadril roçando sua parte íntima na minha. Cheguei ao meu limite, não podia mais esperar, precisava dela, precisava senti-la naquele momento, mas sabia que com Rose era especial e que por isso precisava ser cuidadoso.  Então a penetrei, o mais cuidadosamente possível, como se ela fosse um cristal frágil.
“Mais” ela sussurrou.
Esse "mais" deixava muito no ar... Mas entendia perfeitamente o que ela queria. Aumentei o ritmo, nossos quadris trabalhavam em um ritmo frenético.
Em um momento eu escutei um som e parei com os movimentos, Rose me olhou de forma interrogatória, mas fui eu que perguntei.
“Que som é esse?”
“Não ouço nada” ela disse mordendo os lábios “Vem aqui, esquece isso”
Eu desci até ela a beijando, mas o som aumentava em meus ouvidos invadindo tudo, eu me separei dela e assisti seu corpo desfazendo, sumindo, sendo consumido apenas por lençóis, com ela o quarto luxuoso se desfez dando espaço a escuridão do meu quarto e eu acordei.

obs: Eu gostaria de agradecer a fofa da Gabizzz e a Taty sem elas esse cap não sairia tao audacioso assim (6) huauhauauauhahu

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Fanfic by Lins - Vampire Academy pela visão do Dimitri Belikov - Capitulo 13

TREZE

“Esta tudo bem?” eu perguntei, parando ao lado de Rose e cruzando os braços.
“Certamente, Guardião Belikov.” Rose respondeu em um tom irônico “Nós estamos apenas trocando histórias familiares. Já ouviu a de Mia? É fascinante."
“Vamos” disse Mia, atrás dela as garotas começaram a andar entrando novamente no salão.
“Eu deveria levá-la de volta ao seu dormitório,”Eu disse a ela, eu ainda não acreditava que elas estavam brigando “Você não estava prestes a começar uma luta, estava?”
“Claro que não,” ela disse, ainda olhando fixamente para a entrada vazia pela qual Mia tinha desaparecido. Eu podia ver raiva e mentira nos seus olhos, raiva de Mia e mentiras para mim “Eu não começo lutas onde as pessoas possam ver elas”
“Rose,” Lissa gemeu e eu perdi minha paciência.
“Vamos. Boa noite, princesa.”
Eu me virei e comecei a caminhar dando algum espaço para as duas e também tentava me recompor. Rose conseguia me tirar do serio, eu comecei a caminhar pelo jardim devagar  quando ela chegou ao meu lado eu disse secamente
“Nós deveríamos acrescentar um treinamento extra de autocontrole.”
“Eu tenho um abundante auto contr– hey!” Ela cortou a frase assim que viu Christian, ele caminhava com as mãos no bolso e levantou a cabeça assim que Rose falou com ele.
“Você esta indo ver Lissa?” Rose disse a ele, disse não, ela exigiu a resposta dele colocando  a mão na cintura, eu me perguntava que momento ela começaria bater o pe no chão.
“E se eu estivesse?” Ele respondeu com ar autoritário e superior, se fosse comigo eu já tinha pegado pelo colarinho, mas não era eu. Rose bufou ao meu lado.
“Rose, essa não é a hora,” eu disse tentando pausá-la.
Mas para variar ela não me ouviu, as próximas palavras dela eram puro veneno e eu me perguntei se era realmente ela quem estava pronunciando.

“Por que você não deixa ela em paz? Você está tão ferrado e desesperado por atenção que você não pode dizer quando alguém não gosta de você?” Ele a olhou com raiva. “Você é um tipo de assediador louco, e ela sabe disso. Ela me contou tudo sobre sua estranha obsessão – como vocês estão sempre no sótão juntos, como você ateou fogo em Ralf para impressioná-la. Ela acha  você um esquisito, mas ela é muito boazinha para dizer alguma coisa.”
Eu sinceramente não sabia qual era a parte da verdade e qual era da mentira, mas eu sabia que  Rose estava mentindo.
“Mas você não é muito boazinha?” Christian disse com raiva.
“Não. Não quando eu sinto pena de alguém.” Chega, era hora de pará-la, eu não sabia o quão longe Rose ainda poderia ir com sua crise de histeria.
“Chega”  eu disse a puxando pelo braço.
“Obrigado pela ‘ajuda’ então.” Christian disse.
“Sem problemas,” sem problemas? Ela havia arrumado muitos problemas e eu sinceramente esperava que ela fosse em silêncio para o quarto porque se não quem estouraria agora seria eu.
Eu a deixei no quarto e voltei a cerimônia, eu precisava ficar la ate o ultima pessoa sair, mas não demorou muito ate que o lugar ficasse completamente vazio, apenas nós guardiões permanecemos no local e logo fomos dispensados. Eu caminhei para meu quarto,  quando cheguei escutei o telefone tocando, me apressei com a chave e em menos de 2 segundos estava no telefone.
“Alo?”
“Guardião Belikov, desculpa incomodar, mas a senhorita Rosemarie disse que precisava vê-lo.”
Eu fiquei em silêncio alguns instantes.
“Ela disse o que houve?” eu perguntei.
“Não, ela só parece um pouco nervosa e disse que é coisa de guardião.”
“Estou indo”
Eu sai novamente do quarto e comecei a caminhar apressadamente ate o dormitório, eu sabia qual era a única pessoa que deixava Rose aflita ainda mais a ponto de mandar me ligar, Lissa.
Eu entrei no hall e ela estava parada roendo as unhas da mão.

Eu a olhei “Lissa.”?
Ela acenou,  eu dei um pequeno aceno a senhora que estava sentada e seguimos ate os dormitórios do Morois.
A matrona do Hall do dormitório não nos impediu de subir, ela nem ao menos perguntou, ficou alguns instantes de boca aberta, mas logo seguiu eu e Rose escada a cima.
Eu dei um olhar de canto para Rose.
“Ela esta no banheiro” Rose me respondeu. Quando a matrona foi entrar Rose a impediu  “Ela está muito chateada. Me deixe falar com ela sozinha, primeiro.”
Ela me olhou com os olhos suplicantes “Sim. Dê a elas um minuto.”
Ela entrou.
Esperamos alguns minutos em silêncio ate que a matrona disse “Elas estão demorando muito e se tiver algum problema grave com a menina.”
Eu ponderei suas palavras, Rose poderia conversar com Lissa depois.
“Rose?” eu a chamei
“Só um segundo,” a voz estava baixa.
Eu dei um sinal para a matrona e esperei alguns segundos a mais.
Mas a matrona passou a minha frente a gritou “Nós estamos entrando” eu fui atrás dela, quando nós entramos eu vi que Lissa estava com a blusa que Rose usava e então eu parei, seu rosto estava cheio de sangue, lambuzado, as mãos dela estavam ensangüentadas.
Eu fiquei parado a olhando.
“Não é meu” Lissa disse me olhando “É... é do coelho...”
Eu olhei novamente as manchas de sangue no seu rosto, parecia que ela tinha passado a mão pela pele, as formas dos dedos estavam lá.
“Que coelho?” eu perguntei.
Com as mãos tremendo, ela apontou para a lata de lixo. “Eu limpei. Para que a Natalie não visse.”
Eu fui para o cesto e olhei lá dentro. Rose foi junto, mas logo ela tirou os olhos da lata se afastando, o coelho era branco e alguém estraçalhou ele. Nitidamente eu não sabia o que tinham feito nele, em alguns locais ele parecia estar apenas cortado e em outra parecia esmagado.
Eu fui em direção a Lissa pegando alguns lenços no porta papel da parede, me abaixei para nivelar meus olhos com os delas, ela era mais alta que Rose, bem mais alta.
“Me diga o que aconteceu.” Eu disse em tom suave a entregando os lenços.
“Eu voltei a mais ou menos uma hora. E estava aqui. Bem ali no meio do chão. Destruido. Foi como se ele tivesse...explodido,” ela disse com a voz embargada, em meio aos soluços  “Eu não queria que a Natalie o encontrasse, não queria assustá-la... então eu – eu limpei tudo. Então eu simplesmente não podia... não podia
voltar...” Ela começou a chorar novamente eu esperei alguns instantes ate ela se acalmar.
“Ninguém deveria ser capaz de entrar nesses dormitórios!” – exclamou a matrona atrás de mim. “Como isso está acontecendo?”
Lissa se acalmou e eu continuei “Você sabe quem fez isso?”
Ela enfiou as mãos trêmulas no bolso do pijama e retirou um papel amassado e me entregou, ele tinha sangue por todos os lados, eu tentei imaginar onde eles haviam colocado o papel – dentro do coelho?
Eu desamassei ele e Rose veio ao meu lado.
“Eu sei o que você é. Você não vai sobreviver estando aqui. Eu vou me certificar disso. Vá embora agora. É o único jeito que você talvez possa sobreviver a isso.”
A matrona ao ler saiu disparada para a porta falando sobre o ombro “Eu vou chamar Ellen.”
“Diga a ela que estaremos na clinica,” eu me virei a Lissa, ela estava em choque “Você deveria se deitar.”
Ela não se moveu , Rose foi ao lado dela prendendo seus braços nos dela como um gancho “Vem, Liss. Vamos sair daqui.”
Nós três caminhamos devagar ate a enfermaria.  Ao chegar lá havia apenas uma enfermeira atendendo, ela me perguntou se eu desejava que chamassem algum médico, eu disse que não,  Lissa precisava descansar ate que o quarto dela fosse limpo.

Ela havia deitado quando Kirova chegou com mais gente. A sala que estava calma se tornou tumultuada, pessoas perguntavam mais e mais ate que Rose se colocou na frente de Kirova.
“Deixei ela em paz! Vocês não podem ver que ela não quer falar sobre isso? Deixem ela dormir um pouco primeiro!”
“Srta Hathaway,” recusou Kirova, “você está fora da linha como sempre. Eu nem sei o que você está fazendo aqui.”
Rose colocou os braços no peito e eu decidir intervir.
“Kirova podemos conversar?” ela me deu um olhar serio “la fora.”
Eu sai da sala ela me seguiu.
“Que diabos é isso?” ela me perguntou.
“Eu acho que você não deveria tirar Rose do lado dela, não agora, Lissa esta num momento frágil e quem descobriu e me ligou me alertando foi Rose, eu acho realmente que é dela que Lissa precisa.”
“Nós precisamos descobrir o que aconteceu” ela disse irritada.
“Vocês deveriam ter tentado isso na primeira vez quando eu fui falar com você” a raiva dela reluziu em seus olhos.
“O caso ainda é o mesmo  Senhor Belikov, é apenas uma briga infantil entre alunos.”
Eu tirei o bilhete do bolso e dei a ela.
“E desde quando ameaças de morte são brincadeiras infantis?” eu disse seco “Para mim não é apenas uma brincadeira, ela é a ultima da linhagem dela, não podemos deixar a vida dela assim em risco, e eu acho que com a ligação que as duas tem nada é mais importante nesse momento do que as duas juntas”
“E a punição de Rose? Como fica?”
“Você preferi perder uma vida do que dar uma trégua nas suas punições?”
Ela suspirou alto. “Tudo bem, ela pode ficar, mas ate uma certa hora” eu acenei com a cabeça.
Quando ela estava entrando ela se virou “Posso ficar com o bilhete?”
“Claro.”
Eu entrei atrás dela, ela entrou dizendo as palavras duramente “Você pode ficar com ela por algum tempo. Nós vamos fazer com que os zeladores limpem, e façam uma investigação no banheiro e na sala, Srta. Dragomir, e então discutiremos a situação com detalhes pela manhã.”

“Não acordem a Natalie,” sussurrou Lissa. “Eu não quero assustá-la. Eu limpei tudo no quarto.
de qualquer forma.”
Nós deixamos as duas sozinhas, eu caminhei de volta ao dormitório, Alberta veio ao meu lado.
“Você não deveria ir dormir?”
“Eu vou ser o guardião dela, eu preciso saber o que está acontecendo.”
Ela deu um sorriso “Tudo bem então, porque você não começa me passando a situação?”
“Outro animal morto, nenhuma pista por enquanto a não ser um bilhete deixado junto ao animal” Alberta levantou as sobrancelhas.
“Bilhete?”
“É um bilhete com uma ameaça so não te mostro porque ficou com Kirova, eu acho que a brincadeira esta passando dos limites eu nem sei si realmente é um brincadeira” eu disse pensativo, seja la quem for que esteja fazendo isso não esta tão de brincadeira assim.
“O que estava escrito? Você ao menos leu?”
“Li. Dizia que sabia quem ela era e que si ela continuasse por aqui ela não ficaria viva, eu acho sinceramente que foi por isso que as duas fugiram antes”
Alberta ficou meio pensativa.
“Você acha que era disso que Rose falava quando chegou?”
“Acho. Talvez seja só uma brincadeira como Alberta disse, mas eu realmente não acredito nisso”
Nós chegamos ao dormitório
“Bom,” eu disse para Alberta e um grupo de guardiões que estavam no corredor “O coelho estava no quarto, mas a princesa disse que limpou tudo jogando o resto do banheiro, foi onde a encontramos”
“Deveríamos começar pelo quarto então”. Disse um dos guardiões
“Não acho que seja necessário, já que ela disse que limpou” Alberta respondeu
“Eu acho deveríamos pelo menos dar uma olhada” eu disse
“Tudo bem” Alberta disse batendo na porta
Demorou alguns segundos ate que ela si abrisse Nathalie prima de Lissa apareceu com um pijama rosa com ursinhos.
“O que houve?” ela disse sonolenta
“Desculpa incomodar” Alberta disse “Mas precisamos dar uma olhada no quarto”
Nathalie olhou desconfiada, ficou ali alguns instantes depois deu passo para traz e saiu do caminho, ela ficou ali segurando a porta enquanto sete guardiões invadiam o quarto dela e começaram a vasculhar.
“Nada no banheiro” gritou um guardião, Alberta me olhou eu entendi o que ela queria.
Saímos do quarto só eu e ela os outros cinco ficaram.
“A matrona viu algo?”
“Não, ela disse que não subiu ninguém que não pertence daqui”
“Então é algum aluno ou melhor aluna”
“Mas quem?” eu perguntei levando minha mão na testa e fazendo uma imagem
“Talvez Nathalie” Alberta disse pensativa, eu tirei a mão da testa a franzindo
“Mas, porque?” ela saiu do seu modo pensativo e me olhou
“Não sei é só uma suposição ela é a única que tem acesso ao quarto sem que ninguém desconfie”
“Hum, mas poderia ser qualquer uma também é só entrar no quarto e colocar”
“Os quartos tem chaves Dimitri, bom mas elas poderia ter o costume de não trancar ”
Nós voltamos ao quarto, Nathalie agora estava sentada na cama com os olhos arregalados ela não parecia para mim ter armado nada daquilo e mesmo que tivesse o porque ela faria isso.
“Nathalie?” eu disse sentando ao seu lado, ela me olhou assustada “Você voltou que horas para o quarto?”
“Agora pouco.” ela disse meio gaguejando “Eu estava com meu pai, o que houve?”
Eu pensei se deveria contar a ele e não sei o porque decidi que não
“Nada de tão importante, Lissa acabou passando mal creio eu que ela não ira vim esta noite, tudo bem?”
Ela apenas balançou a cabeça em afirmativo
“Vamos” eu disse a todos “Obrigado Nathalie e desculpe novamente”
Nós saímos e logo eu fiz um sinal para o banheiro
“Jeremy, chame alguém para limpar o banheiro”
Quando entramos Kirova estava lá com mais algumas pessoas.
“E entao? Alguma coisa” Alberta perguntou
“Nada, não a pistas nem vestígios apenas sangue”
“Não a nada” disse Kirova olhando para mim com um ar superior “Como vamos chegar a algum lugar sem nada? A não ser o bilhete que não nós leva a lugar nenhum também, nós temos muitos alunos para comparar as letras e eu acho que ele seria um pouco inteligente para mudar a própria caligrafia, sendo assim voltamos a estaca zero, a única coisa que podemos fazer e manter nossos olhos nela.”
Com isso eu tinha que concordar.

De volta ao meu quarto eu tomei um banho quente e fiz a barba ela não estava grande o suficiente mas era normal não deixa-la crescer, eu não deixaria mesmo que não fosse.

Quando cai na cama eu durmi sem sonhos, eu realmente estava cansado eu quando levantei havia descansado o bastante.

Eu fui para as aulas fiquei no canto de uma sala e o professor não conseguia a atenção dos alunos eu corri os olhos pela sala havia murmúrios por todos os lados, alguns cochichavam entrem um e outro ouvi o nome de Rose eu tentei escutar melhor a conversa, mas não consegui pois o professor cortou a conversa com um grito de silencio.

Quando a aula terminou fui para minha próxima aula, eu cheguei e logo que os alunos entraram o murmúrio começou novamente eu fiquei ao lado de um grupo de garotas elas falavam baixo, mas eu peguei uma parte da conversa.

“É verdade eu fiquei sabendo que ela durmiu com os dois” disse uma menina moroi loira

“Jesus, que horror como ela pode ser tão baixa e eu sinceramente não acho que ela tão bonita assim” eu olhei para a garota a voz dela puro veneno e inveja ela tinha o cabelo vermelho pintado e a pele branca, quem era ela para falar si Rose era bonita ou não.
“Jesse poderia arrumar algo melhor, eu soube que ela deixou ele beber o sangue dela”

Eu mudei o grupo fui para de uns garotos que si exercitavam

“Dimitri parece que pegou eles no pulo, ela deu também para Ralf eu não ligaria de durmir com ela”

Eu me desliguei das conversas, respirei fundo como assim? Rose durmiu com Jesse? Impossível eu não conseguia acreditar ou simplesmente não queria acreditar eu liguei os pontos será realmente que si eu não tivesse chegado Rose faria algo? Ela não estava em trajes comportados eu respirei alto tentando controlar a raiva e nó que estava em minha garganta eu sentia um aperto no peito que me corroia por dentro eu queria gritar que todo mundo parasse de falar.
As aulas demoram mais do que o normal eu so queria sair dali, quando elas finalmente acabaram eu fui ao encontro de Rose no ginásio ela treinou cega sem dizer nenhuma palavra eu também não puxei assunto.

Eu sai do ginásio mais nervoso que eu já estava e decidir correr era uma terapia minha eu corri mais do que normal não me importando com horários e nem regras quando estava voltando para o quarto era quase manha alguém me chamou eu me virei lentamente não querendo conversar com ninguém naquele momento.
E quem eu vi era alguém que eu realmente não esperava.