BookaHolics From Hell 2 - the revenge: janeiro 2011

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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Fanfic by Lins - Vampire Academy pela visão do Dimitri Belikov - Capitulo 13

TREZE

“Esta tudo bem?” eu perguntei, parando ao lado de Rose e cruzando os braços.
“Certamente, Guardião Belikov.” Rose respondeu em um tom irônico “Nós estamos apenas trocando histórias familiares. Já ouviu a de Mia? É fascinante."
“Vamos” disse Mia, atrás dela as garotas começaram a andar entrando novamente no salão.
“Eu deveria levá-la de volta ao seu dormitório,”Eu disse a ela, eu ainda não acreditava que elas estavam brigando “Você não estava prestes a começar uma luta, estava?”
“Claro que não,” ela disse, ainda olhando fixamente para a entrada vazia pela qual Mia tinha desaparecido. Eu podia ver raiva e mentira nos seus olhos, raiva de Mia e mentiras para mim “Eu não começo lutas onde as pessoas possam ver elas”
“Rose,” Lissa gemeu e eu perdi minha paciência.
“Vamos. Boa noite, princesa.”
Eu me virei e comecei a caminhar dando algum espaço para as duas e também tentava me recompor. Rose conseguia me tirar do serio, eu comecei a caminhar pelo jardim devagar  quando ela chegou ao meu lado eu disse secamente
“Nós deveríamos acrescentar um treinamento extra de autocontrole.”
“Eu tenho um abundante auto contr– hey!” Ela cortou a frase assim que viu Christian, ele caminhava com as mãos no bolso e levantou a cabeça assim que Rose falou com ele.
“Você esta indo ver Lissa?” Rose disse a ele, disse não, ela exigiu a resposta dele colocando  a mão na cintura, eu me perguntava que momento ela começaria bater o pe no chão.
“E se eu estivesse?” Ele respondeu com ar autoritário e superior, se fosse comigo eu já tinha pegado pelo colarinho, mas não era eu. Rose bufou ao meu lado.
“Rose, essa não é a hora,” eu disse tentando pausá-la.
Mas para variar ela não me ouviu, as próximas palavras dela eram puro veneno e eu me perguntei se era realmente ela quem estava pronunciando.

“Por que você não deixa ela em paz? Você está tão ferrado e desesperado por atenção que você não pode dizer quando alguém não gosta de você?” Ele a olhou com raiva. “Você é um tipo de assediador louco, e ela sabe disso. Ela me contou tudo sobre sua estranha obsessão – como vocês estão sempre no sótão juntos, como você ateou fogo em Ralf para impressioná-la. Ela acha  você um esquisito, mas ela é muito boazinha para dizer alguma coisa.”
Eu sinceramente não sabia qual era a parte da verdade e qual era da mentira, mas eu sabia que  Rose estava mentindo.
“Mas você não é muito boazinha?” Christian disse com raiva.
“Não. Não quando eu sinto pena de alguém.” Chega, era hora de pará-la, eu não sabia o quão longe Rose ainda poderia ir com sua crise de histeria.
“Chega”  eu disse a puxando pelo braço.
“Obrigado pela ‘ajuda’ então.” Christian disse.
“Sem problemas,” sem problemas? Ela havia arrumado muitos problemas e eu sinceramente esperava que ela fosse em silêncio para o quarto porque se não quem estouraria agora seria eu.
Eu a deixei no quarto e voltei a cerimônia, eu precisava ficar la ate o ultima pessoa sair, mas não demorou muito ate que o lugar ficasse completamente vazio, apenas nós guardiões permanecemos no local e logo fomos dispensados. Eu caminhei para meu quarto,  quando cheguei escutei o telefone tocando, me apressei com a chave e em menos de 2 segundos estava no telefone.
“Alo?”
“Guardião Belikov, desculpa incomodar, mas a senhorita Rosemarie disse que precisava vê-lo.”
Eu fiquei em silêncio alguns instantes.
“Ela disse o que houve?” eu perguntei.
“Não, ela só parece um pouco nervosa e disse que é coisa de guardião.”
“Estou indo”
Eu sai novamente do quarto e comecei a caminhar apressadamente ate o dormitório, eu sabia qual era a única pessoa que deixava Rose aflita ainda mais a ponto de mandar me ligar, Lissa.
Eu entrei no hall e ela estava parada roendo as unhas da mão.

Eu a olhei “Lissa.”?
Ela acenou,  eu dei um pequeno aceno a senhora que estava sentada e seguimos ate os dormitórios do Morois.
A matrona do Hall do dormitório não nos impediu de subir, ela nem ao menos perguntou, ficou alguns instantes de boca aberta, mas logo seguiu eu e Rose escada a cima.
Eu dei um olhar de canto para Rose.
“Ela esta no banheiro” Rose me respondeu. Quando a matrona foi entrar Rose a impediu  “Ela está muito chateada. Me deixe falar com ela sozinha, primeiro.”
Ela me olhou com os olhos suplicantes “Sim. Dê a elas um minuto.”
Ela entrou.
Esperamos alguns minutos em silêncio ate que a matrona disse “Elas estão demorando muito e se tiver algum problema grave com a menina.”
Eu ponderei suas palavras, Rose poderia conversar com Lissa depois.
“Rose?” eu a chamei
“Só um segundo,” a voz estava baixa.
Eu dei um sinal para a matrona e esperei alguns segundos a mais.
Mas a matrona passou a minha frente a gritou “Nós estamos entrando” eu fui atrás dela, quando nós entramos eu vi que Lissa estava com a blusa que Rose usava e então eu parei, seu rosto estava cheio de sangue, lambuzado, as mãos dela estavam ensangüentadas.
Eu fiquei parado a olhando.
“Não é meu” Lissa disse me olhando “É... é do coelho...”
Eu olhei novamente as manchas de sangue no seu rosto, parecia que ela tinha passado a mão pela pele, as formas dos dedos estavam lá.
“Que coelho?” eu perguntei.
Com as mãos tremendo, ela apontou para a lata de lixo. “Eu limpei. Para que a Natalie não visse.”
Eu fui para o cesto e olhei lá dentro. Rose foi junto, mas logo ela tirou os olhos da lata se afastando, o coelho era branco e alguém estraçalhou ele. Nitidamente eu não sabia o que tinham feito nele, em alguns locais ele parecia estar apenas cortado e em outra parecia esmagado.
Eu fui em direção a Lissa pegando alguns lenços no porta papel da parede, me abaixei para nivelar meus olhos com os delas, ela era mais alta que Rose, bem mais alta.
“Me diga o que aconteceu.” Eu disse em tom suave a entregando os lenços.
“Eu voltei a mais ou menos uma hora. E estava aqui. Bem ali no meio do chão. Destruido. Foi como se ele tivesse...explodido,” ela disse com a voz embargada, em meio aos soluços  “Eu não queria que a Natalie o encontrasse, não queria assustá-la... então eu – eu limpei tudo. Então eu simplesmente não podia... não podia
voltar...” Ela começou a chorar novamente eu esperei alguns instantes ate ela se acalmar.
“Ninguém deveria ser capaz de entrar nesses dormitórios!” – exclamou a matrona atrás de mim. “Como isso está acontecendo?”
Lissa se acalmou e eu continuei “Você sabe quem fez isso?”
Ela enfiou as mãos trêmulas no bolso do pijama e retirou um papel amassado e me entregou, ele tinha sangue por todos os lados, eu tentei imaginar onde eles haviam colocado o papel – dentro do coelho?
Eu desamassei ele e Rose veio ao meu lado.
“Eu sei o que você é. Você não vai sobreviver estando aqui. Eu vou me certificar disso. Vá embora agora. É o único jeito que você talvez possa sobreviver a isso.”
A matrona ao ler saiu disparada para a porta falando sobre o ombro “Eu vou chamar Ellen.”
“Diga a ela que estaremos na clinica,” eu me virei a Lissa, ela estava em choque “Você deveria se deitar.”
Ela não se moveu , Rose foi ao lado dela prendendo seus braços nos dela como um gancho “Vem, Liss. Vamos sair daqui.”
Nós três caminhamos devagar ate a enfermaria.  Ao chegar lá havia apenas uma enfermeira atendendo, ela me perguntou se eu desejava que chamassem algum médico, eu disse que não,  Lissa precisava descansar ate que o quarto dela fosse limpo.

Ela havia deitado quando Kirova chegou com mais gente. A sala que estava calma se tornou tumultuada, pessoas perguntavam mais e mais ate que Rose se colocou na frente de Kirova.
“Deixei ela em paz! Vocês não podem ver que ela não quer falar sobre isso? Deixem ela dormir um pouco primeiro!”
“Srta Hathaway,” recusou Kirova, “você está fora da linha como sempre. Eu nem sei o que você está fazendo aqui.”
Rose colocou os braços no peito e eu decidir intervir.
“Kirova podemos conversar?” ela me deu um olhar serio “la fora.”
Eu sai da sala ela me seguiu.
“Que diabos é isso?” ela me perguntou.
“Eu acho que você não deveria tirar Rose do lado dela, não agora, Lissa esta num momento frágil e quem descobriu e me ligou me alertando foi Rose, eu acho realmente que é dela que Lissa precisa.”
“Nós precisamos descobrir o que aconteceu” ela disse irritada.
“Vocês deveriam ter tentado isso na primeira vez quando eu fui falar com você” a raiva dela reluziu em seus olhos.
“O caso ainda é o mesmo  Senhor Belikov, é apenas uma briga infantil entre alunos.”
Eu tirei o bilhete do bolso e dei a ela.
“E desde quando ameaças de morte são brincadeiras infantis?” eu disse seco “Para mim não é apenas uma brincadeira, ela é a ultima da linhagem dela, não podemos deixar a vida dela assim em risco, e eu acho que com a ligação que as duas tem nada é mais importante nesse momento do que as duas juntas”
“E a punição de Rose? Como fica?”
“Você preferi perder uma vida do que dar uma trégua nas suas punições?”
Ela suspirou alto. “Tudo bem, ela pode ficar, mas ate uma certa hora” eu acenei com a cabeça.
Quando ela estava entrando ela se virou “Posso ficar com o bilhete?”
“Claro.”
Eu entrei atrás dela, ela entrou dizendo as palavras duramente “Você pode ficar com ela por algum tempo. Nós vamos fazer com que os zeladores limpem, e façam uma investigação no banheiro e na sala, Srta. Dragomir, e então discutiremos a situação com detalhes pela manhã.”

“Não acordem a Natalie,” sussurrou Lissa. “Eu não quero assustá-la. Eu limpei tudo no quarto.
de qualquer forma.”
Nós deixamos as duas sozinhas, eu caminhei de volta ao dormitório, Alberta veio ao meu lado.
“Você não deveria ir dormir?”
“Eu vou ser o guardião dela, eu preciso saber o que está acontecendo.”
Ela deu um sorriso “Tudo bem então, porque você não começa me passando a situação?”
“Outro animal morto, nenhuma pista por enquanto a não ser um bilhete deixado junto ao animal” Alberta levantou as sobrancelhas.
“Bilhete?”
“É um bilhete com uma ameaça so não te mostro porque ficou com Kirova, eu acho que a brincadeira esta passando dos limites eu nem sei si realmente é um brincadeira” eu disse pensativo, seja la quem for que esteja fazendo isso não esta tão de brincadeira assim.
“O que estava escrito? Você ao menos leu?”
“Li. Dizia que sabia quem ela era e que si ela continuasse por aqui ela não ficaria viva, eu acho sinceramente que foi por isso que as duas fugiram antes”
Alberta ficou meio pensativa.
“Você acha que era disso que Rose falava quando chegou?”
“Acho. Talvez seja só uma brincadeira como Alberta disse, mas eu realmente não acredito nisso”
Nós chegamos ao dormitório
“Bom,” eu disse para Alberta e um grupo de guardiões que estavam no corredor “O coelho estava no quarto, mas a princesa disse que limpou tudo jogando o resto do banheiro, foi onde a encontramos”
“Deveríamos começar pelo quarto então”. Disse um dos guardiões
“Não acho que seja necessário, já que ela disse que limpou” Alberta respondeu
“Eu acho deveríamos pelo menos dar uma olhada” eu disse
“Tudo bem” Alberta disse batendo na porta
Demorou alguns segundos ate que ela si abrisse Nathalie prima de Lissa apareceu com um pijama rosa com ursinhos.
“O que houve?” ela disse sonolenta
“Desculpa incomodar” Alberta disse “Mas precisamos dar uma olhada no quarto”
Nathalie olhou desconfiada, ficou ali alguns instantes depois deu passo para traz e saiu do caminho, ela ficou ali segurando a porta enquanto sete guardiões invadiam o quarto dela e começaram a vasculhar.
“Nada no banheiro” gritou um guardião, Alberta me olhou eu entendi o que ela queria.
Saímos do quarto só eu e ela os outros cinco ficaram.
“A matrona viu algo?”
“Não, ela disse que não subiu ninguém que não pertence daqui”
“Então é algum aluno ou melhor aluna”
“Mas quem?” eu perguntei levando minha mão na testa e fazendo uma imagem
“Talvez Nathalie” Alberta disse pensativa, eu tirei a mão da testa a franzindo
“Mas, porque?” ela saiu do seu modo pensativo e me olhou
“Não sei é só uma suposição ela é a única que tem acesso ao quarto sem que ninguém desconfie”
“Hum, mas poderia ser qualquer uma também é só entrar no quarto e colocar”
“Os quartos tem chaves Dimitri, bom mas elas poderia ter o costume de não trancar ”
Nós voltamos ao quarto, Nathalie agora estava sentada na cama com os olhos arregalados ela não parecia para mim ter armado nada daquilo e mesmo que tivesse o porque ela faria isso.
“Nathalie?” eu disse sentando ao seu lado, ela me olhou assustada “Você voltou que horas para o quarto?”
“Agora pouco.” ela disse meio gaguejando “Eu estava com meu pai, o que houve?”
Eu pensei se deveria contar a ele e não sei o porque decidi que não
“Nada de tão importante, Lissa acabou passando mal creio eu que ela não ira vim esta noite, tudo bem?”
Ela apenas balançou a cabeça em afirmativo
“Vamos” eu disse a todos “Obrigado Nathalie e desculpe novamente”
Nós saímos e logo eu fiz um sinal para o banheiro
“Jeremy, chame alguém para limpar o banheiro”
Quando entramos Kirova estava lá com mais algumas pessoas.
“E entao? Alguma coisa” Alberta perguntou
“Nada, não a pistas nem vestígios apenas sangue”
“Não a nada” disse Kirova olhando para mim com um ar superior “Como vamos chegar a algum lugar sem nada? A não ser o bilhete que não nós leva a lugar nenhum também, nós temos muitos alunos para comparar as letras e eu acho que ele seria um pouco inteligente para mudar a própria caligrafia, sendo assim voltamos a estaca zero, a única coisa que podemos fazer e manter nossos olhos nela.”
Com isso eu tinha que concordar.

De volta ao meu quarto eu tomei um banho quente e fiz a barba ela não estava grande o suficiente mas era normal não deixa-la crescer, eu não deixaria mesmo que não fosse.

Quando cai na cama eu durmi sem sonhos, eu realmente estava cansado eu quando levantei havia descansado o bastante.

Eu fui para as aulas fiquei no canto de uma sala e o professor não conseguia a atenção dos alunos eu corri os olhos pela sala havia murmúrios por todos os lados, alguns cochichavam entrem um e outro ouvi o nome de Rose eu tentei escutar melhor a conversa, mas não consegui pois o professor cortou a conversa com um grito de silencio.

Quando a aula terminou fui para minha próxima aula, eu cheguei e logo que os alunos entraram o murmúrio começou novamente eu fiquei ao lado de um grupo de garotas elas falavam baixo, mas eu peguei uma parte da conversa.

“É verdade eu fiquei sabendo que ela durmiu com os dois” disse uma menina moroi loira

“Jesus, que horror como ela pode ser tão baixa e eu sinceramente não acho que ela tão bonita assim” eu olhei para a garota a voz dela puro veneno e inveja ela tinha o cabelo vermelho pintado e a pele branca, quem era ela para falar si Rose era bonita ou não.
“Jesse poderia arrumar algo melhor, eu soube que ela deixou ele beber o sangue dela”

Eu mudei o grupo fui para de uns garotos que si exercitavam

“Dimitri parece que pegou eles no pulo, ela deu também para Ralf eu não ligaria de durmir com ela”

Eu me desliguei das conversas, respirei fundo como assim? Rose durmiu com Jesse? Impossível eu não conseguia acreditar ou simplesmente não queria acreditar eu liguei os pontos será realmente que si eu não tivesse chegado Rose faria algo? Ela não estava em trajes comportados eu respirei alto tentando controlar a raiva e nó que estava em minha garganta eu sentia um aperto no peito que me corroia por dentro eu queria gritar que todo mundo parasse de falar.
As aulas demoram mais do que o normal eu so queria sair dali, quando elas finalmente acabaram eu fui ao encontro de Rose no ginásio ela treinou cega sem dizer nenhuma palavra eu também não puxei assunto.

Eu sai do ginásio mais nervoso que eu já estava e decidir correr era uma terapia minha eu corri mais do que normal não me importando com horários e nem regras quando estava voltando para o quarto era quase manha alguém me chamou eu me virei lentamente não querendo conversar com ninguém naquele momento.
E quem eu vi era alguém que eu realmente não esperava.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Fanfic by Lins - Vampire Academy pela visão do Dimitri Belikov - Capitulo 12

DOZE
Eu voltei ao presente, antes eu realmente não fazia idéia do que me esperava, hoje eu sabia o que me esperava. Era a filha de Janine a fujona, chegava a ser ate engraçado como foi quando Janine me contou, a única coisa que ela não sabia era que a filha dela era a única que conseguia me ver de uma forma que ninguém mais via. Ela conseguia me varrer por dentro sem pedir licença, ela conseguia invadir meus sonhos e fazer deles um caos total, conseguia  me colocar em desespero.
“Ah Roza” eu disse entro um suspiro.
Eu decidi me concentrar em meu turno, eu tava andando entre algumas árvores, continuei caminhando percorrendo o perímetro do colégio.
Os dias se passaram. Eu estava arrancando tudo que podia de Rose nos treinos, ela estava melhorando e não reclamava mais tanto. O desempenho dela estava ótimo e ainda conseguia me perder em pensamentos quando ela estava perto na hora do treino, não porque realmente queria que ela aprendesse, então dava meu melhor não me permitindo olhar nada mais que seus movimentos, mas depois dos treinos sempre deixava meus olhos acompanharem seus movimentos. O jeito com que ela prendia o cabelo que escapava com o treinamento, o jeito que falava disparada às vezes, ou quando ela se alongava e fazia bico quando eu pedia para que ela fosse correr.
Eu cheguei ao ginásio antes de Rose, fui ate o vestiário e coloquei um moletom e uma camiseta. Ontem eu havia assistido uma aula  e decidi ensinar alguns golpes para ela.Eu sai do vestiário e logo ela entrou com um conjunto de moletom cinza, os cabelos estavam presos. Ao me ver ela me olhou de cima a baixo, seus olhos ficaram escuros e depois clareou.
Eu esperei ela se alongar, parei na frente dela no colchonete, cruzei os braços e a encarei.
“Qual é o primeiro problema que você vai encontrar quando confrontar um Strigoi?”
“Eles são imortais?”
“Pense em alguma coisa mais básica.” Eu rebati, ela ficou pensativa, eu sabia que ela me daria a resposta certa.
“Eles podem ser maiores que eu. E mais fortes.”
Eu concordei com a cabeça satisfeito “O que torna isso difícil, mas não impossível. Você pode usar a altura e peso extra de uma pessoa contra elas.”
Eu comecei com algumas manobras básicas de defesa para ensiná-la a derrubar  alguém, seus olhos acompanhava cada movimento meu absorvendo tudo, no fim eu decidi que queria vê-la tentar.
“Vá em frente.” Eu disse, dando um passo para trás “Tente me bater.”
Ela não teve êxito pulando para frente me dando um golpe que eu havia ensinado a ela, eu a bloqueie derrubando-a no chão. Quando pensei em ajudá-la ela já estava de pé novamente vindo para cima de mim, eu a bloqueie novamente. Ela tentou quase todos os golpes que eu havia ensinado o que me deixou orgulhoso, ela realmente estava aprendendo, no último eu a joguei longe.Ela levantou fazendo um bico e levantando as mãos em um sinal desistindo.
“Ok, o que eu estou fazendo de errado?”
“Nada” Ela levantou um lado dos labios parecendo incrédula.
“Se eu não estivesse fazendo nada errado, eu já teria deixado você inconsciente.” Eu quase ri, inconsciente era meio exagerado.
“Improvável. Seu movimentos estão certos, mas é a primeira vez que você tenta. Eu faço isso há anos.”
Ela revirou  os olhos dando um pequeno sorriso.
“Tanto faz o que você diz, vovô. Podemos tentar de novo?” eu olhei para o relógio.
“Nós não temos tempo. Você não quer ir se arrumar?” hoje a rainha irá vir até a escola, pelo que eu sabia ela já estava ai. Eu olhei para ela, seu rosto estava animado, eu imaginei que depois de tanto tempo trancada dentro de um quarto e tendo aulas comigo ela precisaria de um pouco de laser, mal ela sabia que não havia nada de interessante lá.
“Diabos, yeah, eu quero.”
Eu comecei a caminhar a deixando no ginásio, precisa me arrumar, eu tinha que estar no jantar também, um movimento me chamou a atenção e um grito me fez virar e agarrar Rose no ar pelos pulsos. Ela estava tentando me derrubar com um golpe que eu havia ensinado. Eu a joguei de novo no chão a mantendo presa.
“Eu não fiz nada errado!” o jeito com que ela gemeu as palavras me fez rir.
“O grito de guerra meio que te entregou. Tente não gritar da próxima vez.”  Ela havia gritado também quando eu a capturei em Portland.
“Faria diferença se eu tivesse ficado quieta?” eu olhei nos seus olhos que estavam nivelados ao meu. 
“Não. Provavelmente não.”
Ela deu um suspiro alto, nossos rostos estavam tão pertos que o cheiro do hálito dela me atingiu em cheio, me lembrava de jasmim. Minhas pernas estavam em seu tronco e a pele mesmo debaixo do moletom queimava. O cabelo dela espalhava pelo chão, minhas mãos formigavam onde segurava, seu pulso passava um calor da pele dela para minha. Eu me foquei em cada detalhe do seu rosto, a pele morena, os lábios, os olhos, aqueles olhos faziam me perder em uma tempestade, meu cabelo caia sobre meu rosto quase tocando a pele do rosto dela, eu não queria apenas que meu cabelo a tocasse eu queria toca-la. A respiração dela estava desregulada e a cada suspiro que ela dava  mandava mais o seu cheiro me entorpecendo, deixando a minha respiração acelerada junto com a dela, minhas mãos começaram a suar  e eu não conseguia pensar direito. Ela me olhava, eu via que não era só ela que tinha efeitos sobre mim, eu também a deixava perturbada, o quão longe isso iria? Naquele momento eu não queria saber, eu não conseguia raciocinar direito. Ela suspirou alto mais uma vez e mordeu o lábio e pronto, ela me derrubou, o cheiro dela me atingiu mais forte e meu pensamento era só um, eu queria senti-la, eu queria sentir o gosto dos labios dela. Quando eu ia me abaixar ela falou me tirando da nuvem que ela mesma havia me colocado.
“Então hm... você tem algum outro movimento para me mostrar?” eu segurei um sorriso e respondi mentalmente “Não Rose, esse eu não posso te ensinar”, me concentrei de novo, onde eu estava com a cabeça, ela era muito mais nova que eu e ainda era seu mentor, pensar nela é uma coisa, mas isso me afetar é outra.Eu fiquei de pé e gesticulei a ela “Venha. Precisamos ir.”
“Porcaria Dimitri” eu me xinguei ao chegar no quarto, a onde infernos eu estava com a cabeça.Ate esses dias atrás ela estava com outro cara em um quarto e hoje você não consegue pensar em nada mais que não seja ela pelo amor de Deus. Eu caminhava de um lado paro o outro no meu quarto, hoje ele parecia pequeno demais, depois de alguns instantes me lembrei que tinha que me arrumar, tomei um banho e coloquei uma roupa apropriada e caminhei para o refeitório do Colégio. Nós guardiões deveríamos chegar antes, quando entrei já estavam quase todos lá.
Alberta veio ao meu encontro.
“Guardião Belikov.”
“Desculpa pelo atraso eu estava com Rose.”
“Sem problemas, não chegou ninguém ainda, mas me conte já que tocou no assunto, como anda as coisas com Rose?”
Meus pensamentos a responderam, difíceis, ela me deixa sem ar e as vezes eu falo que não deveria, ela consegue me decifrar e acho que sinceramente eu consigo decifrá-la também, minhas mãos queimam quando a toco.
Eu olhei para Alberta que ainda esperava uma resposta “Bem, ela esta tendo avanços extraordinários, eu realmente estou me surpreendo com a velocidade de aprendizado que ela tem.”
Ela sorriu de uma forma que parecia que era sincero, ela também estava feliz por Rose estar conseguindo.
“Que bom, eu acho que ela tem potencial” eu não queria falar sobre Rose então não a respondi apenas acenei com a cabeça, percebendo que eu não ia dizer nada ela gesticulou para tras de uma mesa luxuosa posta “Vamos nos posicionar ali, se você quiser pode se juntar aos outros”
Eu acenei e fui para o canto ao lado de mais dois guardiões. Eu fiquei ali olhando a decoração que eles usaram, na sala havia vasos enormes com flore, sedas e cetim para todos os lados.
As pessoas começaram a entrar e se posicionar, eu me foquei em um ponto e fiquei olhando para ele, mas um movimento familiar me fez correr um pouco os olhos para a esquerda. Rose estava entrando, ela estava com um suéter preto que a deixava com ar de seria, eu realmente não esperava vê-la com aquela roupa. Ela sorriu para alguém, eu segui seus olhos, era Lissa. Os Moroi estavam separados dos aprendizes, eu a olhei, o vestido azul combinava com seu tom de pele, mas os olhos de alguem me queimavam. Eu olhei ao lado de Lissa, sua prima Nathalie me olhava como se me sondasse, eu tirei o pensamento da cabeça e voltei os olhos ao meu ponto de fixação.A cerimônia teve começo com a entrada real, alguns eram Morois que eu já conhecia inclusive o tio de Lissa, ele caminhava com dificuldade e seus passos eram devagar. Após a comitiva entrar a rainha apareceu no corredor com vestido longo. Eu havia conhecido Tatiana em outras ocasiões, ela nunca mudou de aparência desde o ano que a conheci, apenas o cabelo ficava cada dia mais branco. Ela deveria ter seus 60 e poucos anos, ela é alta como todos os Morois, seus passos eram lentos, pelo corredor ela falava com alguns alunos Morois.
Eu não prestava atenção nas palavras nem nos nomes que ela chamava ate ela chamar o próximo.
“Vasilisa Dragomir”
Meus olhos caíram na rainha, seu rosto não demonstrava nada, era como se ela apenas a tivesse chamado, ela não pretendia dizer nada de importante.
“Nós ouvimos falar que você retornou. Nós estamos felizes em ter os Dragomirs de volta, embora só reste um. Lamentamos profundamente a perda de seus pais e seu irmão, eles estavam entre os melhores dos Moroi, sua morte foi uma verdadeira tragédia."
Ela não parecia lamentar tanto assim.
“Você tem um nome interessante,” ela continuou. “Muitas heroínas de contos de fadas na Rússia se chamavam Vasilisa. Vasilia a Corajosa, Vasilisa a Bonita. Elas eram mulheres diferentes, todas tendo o mesmo nome e as mesmas excelentes qualidades: força, inteligência, disciplina e virtude. Todas realizaram grandes coisas, triunfando sobre seus adversários.”
“Da mesma forma, o nome Dragomir comanda o mesmo respeito. Reis e rainhas Dragomir tem governado sabiamente e justamente em nossa história. Eles tem usado seus poderes para fins miraculosos. Eles tem matado Strigois, lutando ao lado de seus guardiões. Eles eram da realeza por um motivo."
Nesse momento eu percebi, ela não queria elogiar Lissa, havia algo mais. Eu tirei meus olhos delas e procurei por Rose, ela estava tentando ouvir ou ver qualquer coisa, seus pescoço se alongava, eu podia ver que ela ficava  algumas vezes nas pontas do pés.
“Sim” Tatiana continuou, “você provavelmente tem um nome com poder. Seus nomes representam as melhores qualidades que uma pessoa pode oferecer e olhando para o passado esperar por atos de grandeza e valor.” Ela parou um momento. “Mas, como você teve demonstrando, nomes não fazem uma pessoa. Nem tem qualquer relação no que essa pessoa se transforma.”
Ela continuou sua caminhada, Rose e metade da sala ficaram com os lábios abertos, mas logo o dela se fechou, junto com os labios os olhos fecharam um pouco, ela analisou com raiva a comitiva, depois seus ombros relaxaram e junto com os dela o meu também.
 O jantar passou rápido e não demorou muito para que alguns grupos começassem a dispersar.Eu fiquei ali e alguns guardiões começaram a conversar, fiquei apenas olhando, mas não me entrosei em nenhuma conversa.
Rose levantou, mais a sua frente eu vi Lissa caminhando para o pátio,  fiquei olhando as duas por um vitral lateral, Rose deu uma parada brusca quando viu que Lissa conversava com alguém, ela ficou ali por uns instantes e depois se juntou as duas.
“Observando sua futura protegida?” eu olhei para o lado, um dos guardiões do príncipe Victor me olhava com curiosidade.
“Antonie? Estou certo?” ele deu um meio sorriso, eu não sei o porque, mas simplesmente não gostava dele.
“Isso. Eu soube que você esta treinando Rose para ser sua parceira quando Lissa e ela se formarem” Eu apenas acenei com a cabeça.
“Deve ser difícil prestar atenção e dar aula para uma aluna tão linda quanto ela.”
Eu olhei para ele. Eu sinceramente não entendia onde ele queria chegar, minha mascara não funcionava com a Rose, mas com esse palhaço ela funcionaria. Eu dei a ele um olhar seco sem nenhuma mudança no rosto.
“Rose faz parte do meu trabalho e eu levo meu trabalho a serio, falando nisso eu preciso ir”
Eu sai, não esperando uma resposta, não olhei para trás. Comecei a transitar pelo salão, depois de algumas voltas, alguém apressado quase esbarrou em mim 
“Eu vou arrebentar aquela vadia” eu olhei com espanto o grupo de garotas que passavam, eu não sei de quem veio a voz, mas ela me pareceu familiar.
O grupo passou indo para o pátio eu dei mais alguns passos e fiz uma parada brusca olhando para fora, o grupo havia chegado em Rose e Lissa. Lógico que eu conhecia aquela voz, ninguém conseguiria chamar Rose de vadia com tanta intensidade a não ser Mia.
Eu comecei a andar rápido para fora, mas a voz de Kirova me parou.
“Guardião Belikov, que prazer em vê-lo” eu sorri.
“O prazer é todo meu diretora Kirova, algum problema?”
“Não ..não eu apenas pensei que você estava com algum problema afinal estava saindo tão rápido” ela disse erguendo as sobrancelhas. 
“Pensa rápido Dimitri, pensa rápido” eu pensei comigo mesmo.
“Na verdade eu estava pensando, que talvez seja melhor eu levar Rose de volta ao quarto, ela precisa descansar para os treinos, tudo bem para você.”
“Lógico” ela disse animada “Eu acho que a senhorita Hathaway não deve ficar muito fora de seus aposentos, ela pode nos causar problemas ” era isso que ela estava fazendo.
“Então eu vou indo, com licença.” 

Fanfic by Lins - Vampire Academy pela visão do Dimitri Belikov - Capitulo 11

ONZE.
Eu a levei ate a porta do seu quarto, nós caminhamos sem dizer nada. Ao chegar ela apenas deu um sorriso, eu elevei um lado do lábio num sorriso cansado, assim que a porta fechou e eu escutei a chave virando, encostei a testa na porta do quarto, era gelada e refrescava minha pele que parecia ferver. Na minha mente passou um filme do dia, desde o sonho ate agora e novamente eu me perguntei quem era ela?
“Sr Dimitri?” eu tirei a testa da porta e olhei para a inspetora “Algum problema? O Sr. subiu correndo. Rose esta bem?”
Eu ponderei os acontecimentos, ela estava bem? 
“Sim. Está tudo bem” agora está, com ela pelo menos, eu não sabia comigo. ”Olha me desculpe pela forma que entrei, eu realmente precisava resolver algo com ela, coisa de guardião. Agora se me der licença preciso voltar a guarda”
“Claro, sem problemas”.
Eu caminhei devagar para a porta saindo no frio de Montana. O dia estava quase raiando, eu podia ver alguns raios que tentavam rasgar o céu, caminhei sem olhar para onde ia me permitindo esse erro grave para um guardião.
Me lembrei que logo quando Ivan faleceu e Livi sumiu eu assumi uma postura diferente, escondendo tudo de mim e criando uma mascara. Era assim que eu chamava, a máscara de guardião, eu demorei para construí-la, mas a maior parte foi assim que ele morreu, muitas pessoas me julgavam, me acusavam pelo meu erro, outras tinham pena, me olhavam com dor, dó.
No dia do enterro eu havia colocado um terno e não me permiti chorar nem mudar minha postura. Eu usei minha mascara pela primeira vez, não demonstrava nenhum sentimento mesmo estando destruído por dentro, minha cabeça latejava e as pessoa cochichavam e olhava para mim. Eu apenas olhava para o caixão preto na minha frente, o cheiro de Rosas invadia meu nariz. A mãe de Ivan optou por brancas, mas em uma certa hora elas começaram a amarelar, minha cabeça ainda doía e os comentários não paravam.
Muitos Moroi haviam vindo para o velório, alguns da família, outros conhecidos e lógico mais um tanto de curiosos. A casa de Ivan sempre foi grande e a mãe de Ivan sempre foi muito religiosa, em alguns momentos ela parecia minha mãe e isso me fazia sentir confortável. A casa tinha sua própria capela, era pequena, mas linda por dentro. Cabia mais ou menos umas 150 pessoas sentadas, os bancos eram todos de madeira de acácias, a porta era enorme e os vitrais iam do chão ao teto, os desenhos deles mostravam os últimos dias de Jesus na terra. Havia três degraus longos que levavam ao altar, uma mesa ficava na frente e atrás dela mais um vitral horizontal com a santa ceia. A mãe de Ivan sempre deixava flores por aqui, mas hoje havia mais, muito mais. Hoje as flores deixavam o lugar de aparência marrom num nítido claro, o verde dava contraste, parecia um casamento a não ser o caixão na frente, ele não combinava com nada. Um padre muito próximo a família se disponibilizou para fazer a cerimônia,  eu a ouvi em silêncio e com a cabeça baixa, um milhão de sentimentos passavam por mim e nada parecia me confortar.
Quando a cerimônia acabou algumas pessoas se levantaram, uma mão repousou em meu ombro.“Dimitri?” eu olhei para os olhos do irmão de Ivan, Nikolai era mais novo que Ivan, ele tinha 15 anos, a aparência dos dois eram iguais só os cabelos de Nikolai eram maior, os olhos dele estavam cheios de lagrimas “Você vem?”
Eu não precisava perguntar onde, eu sabia. Eu levantei, ele não tirou a mão do meu ombro ate chegar no caixão que já estava fechado, cada um de nos pegamos nas primeiras alças, um de cada lado, eu não sabia quem estava para traz de mim e nem olhei para ver. Caminhamos para a chuva que caia fina, mas gelada, passamos pelo jardim chegando ao pequeno cemitério particular. O chão já estava aberto e havia ao lado tapetes de gramas perfeitos. Quando o caixão começou a descer o desespero  tomou conta de mim, algumas lágrimas escorreram pelo meu rosto, eu as enxuguei com as costas das mãos, Nikolai veio ao meu lado, a chuva havia aumentado. Quando o caixão estava coberto e não havia mais nada a não ser uma grama perfeita com buques de flores encima as pessoas começaram a dispersar, alguns ficaram, inclusive eu.
O senhor da idade mais ou menos do pai de Ivan se aproximou guspindo as palavras no meu rosto.
“Não adianta se lamentar garoto, a culpa é sua” eu apenas abaixei a cabeça, no dia eu não sabia quem era, mas hoje eu sei, era o pai de Jessé, os dois se pareciam muito, os dois egocêntricos.
Nikolai tomou minha frente “Cala a boca tio, ninguém teve culpa.”
“Você não sabe de nada garoto, então não me interrompa” ele continuou “Você depois dessa dhampir deveria desistir e voltar para o lugar de onde veio, voltar para sua mãe aquela...”
Ele silenciou quando eu levantei minha cabeça travando minha mandíbula. 
“O que você iria dizer?” eu disse num tom obscuro, os olhos deles se arregalaram e eu vi medo. Os dois guardiões dele deram um passo a frente, vendo isso ele sorriu e continuou 
“Você sabe sua mãe não pres...”
“Chega!” um senhor de meia idade com um casaco escuro se aproximou “Zeklos, esse não é um bom lugar e não é uma boa hora”
Ele olhou para o senhor e depois me fuzilou com os olhos, decidindo o que era melhor ele deu um suspiro virou e começou a caminhar pela chuva em direção a saída.
“Nikolai, Dimitri eu realmente sinto muito” o senhor disse “meu nome é Johan Szelsky, e esses são alguns dos meus guardiões Janine Hathaway e Igor Kochloukov”
Eu apenas acenei com a cabeça, o senhor virou sua atenção para Nikolai.
“Nikolai vamos dar uma volta, preciso conversar com você.”
Os três saíram ficando apenas um guardião dele.
“Eu realmente sinto muito” a voz dela era calma e meio sem jeito.
“Obrigado”
“Não foi sua culpa, eu ouvi falar de você, me disseram que você é realmente bom, então não adianta se culpar” eu respirei fundo, eu também havia ouvido falar de Janine, ela era considerada uma das melhores.
“E agora?” eu olhei para ela a pegando de surpresa “Como vai ser daqui por diante?”
“Depende” ela deu de ombros “Ou você pode ficar com a família ou pode simplesmente pedir para ser designado para outra”.
Eu abaixei minha cabeça.
“Olha Dimitri você fez uma escolha, a escolha de ser um guardião. Eu sei o quanto deve ser difícil para você, mas você precisa continuar, nessa vida temos muitas perdas, deixamos muitos e muita coisa para tras” ela disse a ultima frase com dor “Mas é nossa escolha, você não deve desistir.”
“Você já perdeu alguém?”
 “Perder não é a palavra certa, eu tive uma filha quando era mais nova” isso me surpreendeu, eu não sabia, meu rosto deve ter entregado isso “É. Eu a deixei em um colégio para estudar e virar guardiã, ela não me perdoa por isso e nós não nos vemos com freqüência.”
“Porque você não tenta se aproximar dela?”
“Porque agora ela fugiu do colégio onde estuda com uma amiga e ninguém sabe exatamente onde as duas estão” o rosto dela era de decepção, mas eu achei algo de engraçado na historia da filha dela ter fugido. Eu só não sabia se era engraçado ou se na verdade eu estava desesperado.
“Janine. Vamos?” Igor a chamou.
Ela olhou para mim, seus olhos castanhos eram familiares agora.
“Eu realmente sinto muito”
“Obrigado. Por tudo” eu dei um sorriso.
“De nada.”
Eu fiquei mais uns instantes ali me decidindo.
Alguns dias se passaram até que eu entrasse no gabinete do pai de Ivan.
“Senhor, podemos conversar?” ele estava atrás de uma mesa enorme com papeis bagunçados. 
“Logico meu filho, entre” toda vez que Zeklos falava comigo com carinho era uma facada em meu peito.
“Eu entrei em contato com a corte e me disponibilizei” seu rosto passou de espanto para dor.
“Mas, Dimitri nossa família faz muita questão que você fique” no fundo eu também queria, mas eu realmente precisava sair dali. Como Janine me disse eu precisava continuar e ficando ali com meu amigo enterrado no fundo do quintal eu não me sentia bem “Eu realmente queria que você fosse guardião de Nikolai, ele sairá da escola daqui uns anos, mas se essa é sua vontade eu te apoio e saiba que sempre me terá por aqui, sempre que puder venha me ver e me ligue. Para onde você vai? ”
“Vou ser guardião em uma escola em Montana” a corte disse que precisavam, eu achei que uma escola deveria ser bom para mim.
“Bom então vá com Deus e não se esqueça de nós ” ele levantou e eu caminhei ate ele dando a mão, ele a pegou, mas puxou para um abraço.
“Não se esqueça da gente Dimitri.” 
“Jamais, obrigado por tudo.”
Eu fui para meu quarto, peguei minhas malas e ao sair pelo portão eu vesti minha mascara, olhei para o casaco que Ivan havia me dado, ergui minha cabeça e caminhei para algo que nem eu mesmo sabia.